No atual cenário de incertezas políticas e econômicas, inclusive com as medidas tomadas pelo presidente Donald Trump, que reacendem debates sobre os rumos da economia global e sobre políticas protecionistas, tarifas e regulação imigratória, muitos brasileiros buscam alternativas para proteger o patrimônio e fugir da volatilidade do real. Nesse contexto, o mercado imobiliário norte-americano segue se consolidando como um porto seguro e um dos caminhos mais concretos para dolarizar o patrimônio. Para muitos, essa ideia parece distante, mas o jogo mudou: hoje já existem empresas especializadas em intermediar a compra de imóveis, estruturar investimentos em construção civil nos Estados Unidos e até oferecer modelos de participação em empreendimentos sem que o investidor tenha de morar lá. Isso aproxima o investidor brasileiro do sonho de ter um ativo em dólar, com previsão de valorização e renda em moeda forte. É importante lembrar que comprar um imóvel não garante visto ou green card. No entanto, para quem deseja abrir uma empresa ou fazer investimentos que se qualificam para alguns tipos de visto de investidor, o imóvel pode ser parte de uma estratégia maior. Há, também, a possibilidade de financiamento para estrangeiros, que permite alavancar a compra com entrada de 30% a 40% do valor do imóvel e prazos longos de pagamento. Do ponto de vista financeiro, a compra de imóveis continua sendo uma forma sólida de reserva de valor. Mesmo sem residir no país, é possível gerar renda passiva por meio de aluguéis para residentes locais e ainda capturar valorização em mercados estratégicos, como Miami, Orlando e Nova Iorque. Essas cidades apresentam liquidez, alta demanda de locação e crescimento médio de preços anual que varia entre 3% e 8%, dependendo da localização e do tipo do imóvel. É essencial, contudo, considerar os custos de manutenção, impostos locais, seguro e taxas de administração, que devem ser projetados para não comprometer a rentabilidade. Planejamento tributário, escolha da estrutura de compra (pessoa física ou jurídica) e definição do horizonte de investimento são fatores que impactam diretamente o sucesso da estratégia. Em resumo, investir em imóveis nos Estados Unidos pode ser mais do que um sonho: é uma estratégia de diversificação e proteção patrimonial que une segurança jurídica, renda recorrente e possibilidade de valorização em dólar. A recomendação é clara: busque sempre profissionais especializados para orientar na escolha da região, no modelo de investimento e nos aspectos legais e fiscais, garantindo que cada decisão esteja alinhada aos objetivos e ao perfil de risco do investidor. *Thiago Santos. Gestor imobiliário e especialista em dolarização de patrimônio