[[legacy_image_357052]] A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em diversas áreas da medicina, trazendo consigo promessas de avanços significativos no diagnóstico e tratamento de doenças. Na oftalmologia, não é diferente. A IA está sendo incorporada de forma crescente na especialidade, impulsionando melhorias, otimizando custos, democratizando o atendimento e ampliando a segurança no cuidado com a saúde ocular. Um dos principais benefícios da IA na oftalmologia é sua capacidade de analisar grandes conjuntos de dados de forma rápida e precisa. Isso permite o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico mais sofisticadas, como exames seriados de campimetria computadorizada, avaliação da retina por meio de tomografia de coerência óptica (OCT) e fotografias de fundo de olho por escaneamento a laser sem dilatação, além de cálculos mais precisos para cirurgias de catarata e refrativa. Essas ferramentas não apenas aprimoram a precisão diagnóstica, mas também permitem ao médico identificar sinais precoces de doenças sistêmicas, como hipertensão arterial, diabetes, doenças autoimunes e neurológicas. Além da detecção de doenças, a IA também está sendo utilizada para otimizar processos clínicos na oftalmologia. Um exemplo é o uso de algoritmos de deep learning para interpretar imagens de OCT e fornecer diagnósticos mais precisos e rápidos, benefícios que podem ser aplicados para o diagnóstico precoce e seguimento da retinopatia diabética, glaucoma e degeneração macular, líderes da cegueira irreversível no mundo. Outras doenças oculares, como retinopatia da prematuridade e alterações na córnea, também podem ser diagnosticadas precocemente. Nesse ponto, em regiões onde há escassez de oftalmologistas, a IA pode desempenhar um papel crucial na triagem de pacientes e no encaminhamento dos casos mais graves para atendimento especializado. Além disso, a IA aliada à telemedicina permite que os pacientes sejam acompanhados de forma remota, reduzindo a necessidade de consultas presenciais e aumentando a eficiência do sistema de saúde. A expectativa é que o avanço da IA na oftalmologia resulte em tempo otimizado para os profissionais de saúde, possibilitando uma interação mais segura e qualitativa na imutável relação médico e paciente. No entanto, há incertezas a serem consideradas. É crucial garantir que os bancos de dados utilizados pela IA sejam representativos da população atendida e que a privacidade dos pacientes seja preservada, em respeito a lei geral de proteção de dados e ao código de ética médica. Questões relacionadas à segurança e ao uso ético dos dados também precisam ser abordadas para evitar que informações médicas sejam utilizadas indevidamente.