(Arte Lutti Afonso/Adobe Stock) A inteligência artificial através da utilização de dispositivos inteligentes, surgiu no cotidiano das pessoas com a finalidade de auxiliar na rotina da casa e do trabalho. Sendo uma ferramenta tecnológica, acrescentou avanços na área da informática, medicina, economia, transportes e comunicação. Sempre presente na realização dos debates acadêmicos científicos, a inteligência artificial acabou interligada à invenção do computador. A partir do século 20, se destacaram os estudos sobre os métodos pelos quais se poderia conseguir idealizar uma máquina que executasse as tarefas humanas. Na década de 50, Alan Turing (1912/1954), considerado o “pai da computação”, desenvolveu estudos mais completos. Seu artigo intitulado “computadores e inteligência”, editado em 1950, foi pioneiro a mencionar o termo “inteligência artificial”. Neste artigo, o autor propõe que se faça um teste para poder avaliar se as máquinas possuem realmente capacidade de competir com o ser humano, imitando o seu raciocínio. Conhecido por “jogo da imitação”, a intenção era saber se conseguiria passar por uma pessoa. O Papa Leão XIV em sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica Humanitas”, mencionou os desafios diante da utilização da inteligência artificial. Segundo o Sumo Pontífice, por ser baseada em algoritmos, não é neutra no tocante a moral, por isso deve ser submetida ao serviço da dignidade humana. Usando algoritmos especiais, a inteligência artificial viabiliza o sistema a aprender padrões automáticos, advindas de textos, imagens e números. Em vez de apenas seguir ordens humanas, é capaz de simular o raciocínio, o aprendizado e a tomada de decisões. Através de redes neurais artificiais, consegue imitar o funcionamento do cérebro humano, como no caso do reconhecimento de voz. Alexa, uma assistente virtual, opera e processa por meio de estatísticas avançadas, porém, não possui sentimentos, consciência e capacidade de assimilar o significado profundo e prático de algo. O aplicativo Magic Swap Puzzle, foi idealizado para editar fotos, trocar rostos, aplicar filtros e até alterar roupas e penteados nas imagens das pessoas. Somos realmente a pessoa que aparentamos ser, diante de todos esses aparatos digitais? Você que lê este artigo em "A Tribuna”, seja na versão impressa ou no site, tem certeza de que é você mesmo que está lendo? *Carlos R. Ticiano. *Articulista e romancista