(Banco de imagens) Por mais promissor e brilhante que seja, o talento profissional carece de longas horas de lapidação meticulosamente executadas. A harmonia entre projeto e insumo costuma entregar inovação e vantagens competitivas. Sendo assim, mais que identificar potenciais precocemente em uma geração que já nasceu conectada e que academicamente costuma propor caminhos disruptivos muitas vezes forjados por orçamentos enxutos, é importante estimulá-los a querer-fazer, habilitá-los a buscar referências para repetir, desenvolver e encantar. Enquanto a matriz curricular e as opções de formação tecnológica adicionais continuam sendo muito lentamente estruturadas para funcionar em todo o país, as empresas tentam viabilizar alternativas mais rápidas de capacitação e treinamento para os periodicamente selecionados para compor seus times. Tudo para diminuir o tempo de adaptação e as etapas para aprimorar domínios técnicos, habilidades analíticas e atuação em grupo, e bem utilizar conhecimento de mundo e criatividade de “pensar fora da caixa”. Outra opção oportuna com ainda maior poder de impacto sobre o público final envolve o uso de soluções cada vez mais automatizadas e funcionais no ciclo de produção. Evidente que os dispositivos potencializam atributos de inteligência artificial (IA) e machine learning para ampliar o nível de precisão conforme captam maior volume de informações. Essa sofisticação tende, num médio e longo prazo, a criar condições de maior autonomia e um sistema bastante assertivo quando recomenda. Mesmo demandando menos profissionais, a combinação de IA e machine learning não “rouba” vagas dos técnicos que extraem os melhores retornos por implementar o comando adequado, nem dos que mediam demanda do alvo da ação e o que o dispositivo entrega. Essa exigência de qualificação, conhecimento técnico e domínios complementares aumenta quando IA e machine learning são usados para fins indevidos como deturpar vozes em golpes financeiros ou potencializar ataques cibernéticos em que hackers “altamente capacitados”, dificultam identificações precoces, mitigação e anulação dessas investidas. E mais uma vez: é relevante garimpar talentos, mas acima de tudo, desenvolvê-los o suficiente para fazerem ajustes oportunos para neutralizar a ameaça, poder antecipá-la sempre e desenvolver em suas mentes a convicção de que essa rotina e esse aprimoramento precisam ser frequentes. *Diretor-geral para o Brasil da Netscout