Minha cidade - Santos -, de tão aprazível e convidativa que é, além de inclusiva, tem atraído novos moradores, vindos de outros Estados. Muitos desses são aposentados que optam por fincar as suas cadeiras de praia nas nossas areias, fazer passeios pelos jardins repletos de flores e esculturas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mas há os que vêm para atividades esportivas e culturais, dado que aqui também temos vida movimentada e cheia de desafios, atendendo às expectativas dos que ainda não querem pendurar as chuteiras e exibem seu gás nas academias, na prática de remo, nas competições de corrida, no beach tennis. Como complemento, pois as pessoas são múltiplas e têm necessidade de cultura e entretenimento, aqui também não faltam esses atrativos. E encontramos jovens de cabelos brancos rasgando a seda nos bares da vida, que são inúmeros, nas filas dos teatros e cinemas, em exposições de artes plásticas e em cursos e palestras, de todos os gêneros e gostos. O bom é que os santistas natos acabam se integrando a essa massa de novos moradores, e dando uma de cicerones e de turistas, voltando a dar uso a esquecimentos. E enxergando a beleza de tudo, clareando as vistas, já apagadas e embaçadas. E fazem roteiros há muito deixados de lado, como ir ao Monte Serrat, visitar a Fonte do Itororó, rezar nas belas igrejas do Embaré e do Valongo, revisitar o Aquário e Orquidário e fazer um pit stop no Emissário Submarino, onde vivem surfistas, esqueitistas e de onde dá para limpar as retinas ao olhar a quebrada do mar, ao pé da escultura da Tomie Otake. Pensa que isso é pouco? Há ainda os sons do chorinho, na Rua XV, depois de tomar um café na Bolsa do Café e conhecer a Casa da Frontaria Azulejada. Em seguida, ir direto para a Casa das Culturas, em especial no sábado, que jorra poesia por todas as frestas daquele casarão de 1900. E, falando em Casarão, ir a outro belo modelo de beleza e arquitetura histórica - a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, que guarda com carinho o acervo desse artista que dá o nome à Casa. Claro que minha cidade é muito mais, pois ela reflete as personalidades que aqui nasceram e plantaram suas ideologias e inspirações, como José Bonifácio de Andrada e Silva, Vicente de Carvalho, Martins Fontes e tantos mais. Deixo, porém, que coloquem as imaginações na crista da onda de nosso belo oceano, e se aventurem por todos os cantos - orla da praia, centro velho, Porto, Memorial e Museu do Rei Pelé, tomar uma água de coco e fazer como um grupo, que andava em seu carro com um cartaz no vidro traseiro - Idosos em Aventura, do tipo que se usa para outros chamamentos, como Bebê a Bordo, Animal em Trânsito. O que será que esses viajantes aventureiros estariam a dizer com sua mensagem? Possivelmente, que viver aventuras na terceira idade é possível e que precisam reverberar para um contágio coletivo. É o que tento fazer nesta crônica. Vamos?…