[[legacy_image_262624]] Trabalhando em home office entre planilhas, cálculos e ofícios, de repente me deparo com uma frase de Mahatma Gandhi, enquanto laborava: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. Parei por um momento, dando asas à imaginação. Ora, daqui a algum tempo a humanidade se transformará e será formada, certamente, por excelentes e mecanizados chefes de cozinha, exímios artesãos, aplicados poliglotas, concentrados youtubers, oportunos influencers, talentosos músicos, amoldados críticos.... Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O mundo todo existirá e “respirará” com plena harmonia e apropriada cultura, auxiliado pela apurada tecnologia. Estou aqui, agora, trabalhando em casa, sem querer dever nada, mas devendo tudo à minha função empregatícia. Daqui eu posso preencher e enviar documentos, analisar projetos, reunir-me com o pessoal da empresa em videoconferências para decidir assuntos de considerável relevância ao nosso trabalho e à sociedade. Tudo no conforto da minha residência. Esse é o real e necessário caminho da humanidade? Será possível tentar seguir, como gostaríamos, os passos dos nossos ancestrais? Viveremos seguramente, ainda enclausurados em nossas “cavernas” modernas e confortáveis, providas de todas as comodidades das quais necessitamos, mas vazias do aconchego, do calor humano, da cumplicidade, da necessária companhia. Sairemos às ruas apenas e tão somente para buscar alimentos em hipermercados modernos, frios e confortáveis ou, simplesmente, pediremos tudo por delivery. Finalmente, permaneceremos praticamente e compulsoriamente isolados. O que nos salvará será a dita tecnologia. Ahh... Surge, de repente, o medo de andar pelas ruas, diante dos temores criados pelas notícias, sejam elas verdadeiras ou as propagadas pelas fake news. A inteligência artificial está, compulsoriamente, reformulando o nosso modo de viver. A educação, a cultura, a saúde, o trabalho e a política se tornarão reféns dessa prática de última geração já existente e que, de uma hora para outra, conseguirá levar “importantes e fundamentais” atribuições de funções para a humanidade. Ainda não será a salvação pretendida, pois ela não está ainda tão acessível a nós, pobres e desvalidos mortais. Será preciso, no entanto, que tenhamos a oportunidade de nos adaptarmos ao mundo cibernético, na tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, de seres vivos e de grupos sociais por meio de afinidades com o uso dos equipamentos eletrônicos e sofisticados. Assim, poderemos coexistir, compreender e exercitar todas as formas de contatos e comunicações também virtuais para que consigamos suavizar a nossa vida no contexto individual e coletivo. Tenho fé e esperança de que consigamos ultrapassar todos os obstáculos que ainda nos dificultam conviver e compartilhar conhecimentos, mesmo que virtualmente para que, ao retomarmos ao convívio social de fato, estejamos ainda humanizados, mais tranquilos e plenos em sabedorias para alcançar a tão desejada e verdadeira felicidade.