[[legacy_image_339434]] Em 2023, Santos bateu a meta da vacinação contra o vírus HPV: 98,3% das crianças de 9 a 14 anos foram beneficiadas com as duas doses da vacina, aplicadas em um intervalo de 6 meses. A meta de cobertura proposta pelo Ministério da Saúde é 95%. Este foi um grande feito para a Secretaria de Saúde, com a adoção de várias estratégias para ampliar o acesso ao imunizante, como a aplicação das doses nas escolas municipais, em parceria com a Secretaria de Educação, mas, principalmente, um legado para a saúde pública tendo em vista os preconceitos infundados que por anos cercaram a vacina contra o HPV e o benefício a esta geração, que poderemos mensurar com mais clareza nos próximos anos. O HPV é o vírus que mais causa câncer de colo de útero, mas que também pode levar ao câncer de pênis e a outras lesões nas regiões genitais, anais e orais. E neste Dia Internacional de Conscientização do HPV, aproveitamos para alertar toda a população. Infelizmente, ainda são comuns os casos de câncer de colo de útero, já que a vacina passou a ser oferecida no SUS em 2014 para as meninas e foi estendida para os garotos a partir de 2017. Também são elegíveis no SUS as mulheres imunossuprimidas de 9 a 45 anos e os homens imunossuprimidos de 9 a 26 anos – estes tomam três doses, com intervalo de dois meses para a segunda dose e a terceira após 6 meses da primeira aplicação. Também podem tomar a vacina homens e mulheres de 9 a 45 anos vítimas de violência sexual. Na rede particular, o imunizante também está disponível. A estimativa do Ministério da Saúde é que 17 mil mulheres brasileiras sejam diagnosticadas com tumor no colo de útero causado pelo HPV entre os anos de 2023 e 2025. A vacina é de extrema importância, porém não substitui a necessidade do exame citopatológico, o famoso papanicolau, que deve ser realizado uma vez por ano. Embora minoritários, existem casos de câncer de colo de útero que não são causados pelo HPV. O papanicolau é um exame que identifica lesões ainda precoces, antes de se tornarem câncer, o que permite ao médico intervir o mais rápido possível e garantir mais qualidade de vida à paciente. Uma lesão pode levar até 10 anos para se transformar em câncer e a sua evolução clínica costuma ser silenciosa, sem que a paciente sinta qualquer sintoma na região pélvica. Por isso, o papanicolau é o principal método de rastreio e deve ser realizado periodicamente. Na rede pública de Santos, a coleta do exame é feita nas policlínicas, pela equipe de enfermagem, sem necessidade de pedido médico, o que torna o acesso ao serviço mais rápido e nos permite atender a um número expressivo de pacientes. As vacinas contra o HPV também estão disponíveis nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos sábados, das 9 às 15h30, em unidades divulgadas às sextas-feiras pela Prefeitura de Santos. Em relação à manifestação do vírus HPV em outras partes do corpo, a orientação é sempre procurar sempre o serviço de saúde em caso de verrugas, lesões ou sangramento no pênis ou nas cavidades oral e anal, pois não há um exame específico para a detecção precoce do HPV nestas regiões do corpo. A luta contra o HPV continua e é um dever de todos nós contribuir para frear a transmissão. Vacine seu filho! Não esqueça o seu papanicolau! Cuide de si e de quem você ama.