[[legacy_image_282604]] Pode até parecer que está equivocado o título, mas é verdadeiro e foi apresentado através de um levantamento feito pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base em levantamentos do IBGE de 2019. O estudo leva em conta os recordes de beneficiários de planos de saúde com base na pergunta 100.012: “tem algum plano de saúde médico particular, de empresa ou órgão público?”. O IESS analisou três grupos variáveis associadas: sociodemográficas, comportamentais e doenças crônicas. Dentre os comportamentais que levaram a afastamento do serviço aparecem tabagismo, consumo de álcool, problemas de sono e uso de medicamentos para dormir. As doenças crônicas avaliadas foram: obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, asma, artrite ou reumatismo e DORT, indo para depressão, DPOC, Câncer e problemas renais. Os dados sociodemográficos incluíram idade, sexo, cor da pele e escolaridade. De um universo de 13,7 milhões de entrevistados, cerca de 376 mil (2,7%) que tinham plano de saúde apresentaram atestados médicos para não irem ao serviço alegando algum motivo de saúde. Os que não tinham planos ou convênios médicos e se afastaram por saúde representaram um percentual de apenas 1,2%. Os declarados brancos somaram 57,2% dos afastamentos enquanto os autodeclarados pardos representaram 30,2%. Os ausentes ao trabalho com ensino médio e cursos superiores incompletos foram os que mais ficaram longe do serviço. Os homens chegaram à estratosférica percentagem de 60,2% de afastamento, enquanto mulheres foram apenas 39,4%. Problemas de sono e uso de medicamentos para dormir foram os motivos que elevaram os percentuais de ausências no trabalho. Hipertensão e problemas na coluna também estão entre as causas de falta ou atestado médico em excesso. Os fatores que também pesam na conta são a obesidade e depressão. O X da questão é que aqueles que têm planos de saúde, seja particular ou em grupo da empresa, são os que mais levam atestado médico para seus superiores. Homens, brancos, com idade entre 40 e 59 anos e com ensino médio ou curso superior incompleto apresentam este comportamento no Brasil. No final, o estudo leva em conta que dados do Anuário Estatístico da Previdência Social avaliam que afastamento por mais de 15 dias ao trabalho vêm aumentando de forma acelerada e isto pode prejudicar empresas, sejam elas de que tamanho forem. Por isto, cabe aos empresários, CEOs e administradores cuidarem de seus beneficiários levando palestras, orientações e contribuindo na prevenção de doenças entre seus funcionários.