[[legacy_image_289206]] Segundo a Agenda 21 de Guarujá, a inauguração da Rodovia Piaçaguera-Guarujá, em 1971, fez com que a população do Guarujá crescesse de algo em torno de 40 mil habitantes para quase 100 mil habitantes, ao final da década de 1970. A primeira grande ligação entre o continente e a Ilha de Santo Amaro resultou em algo que os estudiosos do campo de mobilidade urbana sabem bem: novas possibilidades de acesso levam o progresso e inclusão social. Agora, a ligação seca Santos-Guarujá, incorporada ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), junto com a Piaçaguera e Aeroporto, promete ser uma das obras mais impactantes da História da jovem cidade do Guarujá. Com esse cenário repleto de perspectivas devido a obras tão relevantes, o centenário de Guarujá em 2034, pode, definitivamente, fazer com que a Ilha de Santo Amaro experimente os efeitos da metropolização. Em termos concretos, a obra do túnel já está acontecendo e refletindo em melhorias significativas para a sociedade, a exemplo do reassentamento de centenas de famílias outrora em condições de moradia subnormal na Prainha, em Vicente de Carvalho, para outro local mais apropriado a moradias, já que é por lá que as obras começarão. A previsão é de que imediatamente sejam criados 600 empregos diretos e quase 1.300 indiretos. Não obstante, na continuidade da obra, cerca de 78 mil pessoas serão impactadas diretamente, pois este é o número de pessoas que atravessam todos os dias entre Guarujá e Santos. Na área ambiental, cabe ressaltar ainda que cerca 55 mil toneladas de CO2 por ano deixarão de contribuir para o aquecimento global, uma vez que 10 mil caminhões deixarão de fazer um percurso, maior e diário, de quase 45 quilômetros (distância entre Guarujá e Santos), diminuindo sobremaneira a quantidade de poluição oriunda de veículos pesados, algo que tanto castiga a população, principalmente, a de Vicente Carvalho, conforme indica o Atlas da Poluição de Guarujá. Outro reflexo da evolução da eficiência do Porto de Santos decorrente da obra do túnel é que as empresas ferroviárias estão em processo de licenciamento ambiental para aumentar a capacidade de movimentação de cargas em ambas as margens. Assistimos aqui no Porto diariamente vários projetos para a Ilha Barnabé e vizinhanças serem desengavetados. A imprensa segue atenta ao tema. Vale destacar a bem articulada matéria recente de A Tribuna sobre a regulamentação da Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), pois tal instrumento trará para o epicentro de desenvolvimento não apenas o Guarujá e Santos, mas sim para toda a Região Metropolitana da Baixada Santista. Por fim, estou muito satisfeito e entusiasmado por fazer parte desta qualificada equipe que pensa na obra do túnel em toda a sua complexidade e grandeza, e com toda a dedicação merecida. Alvin Tofler disse que “a mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas”, pois sob a liderança firme do ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, e do presidente da APS, Anderson Pomini, este futuro já invadiu as nossas mesas e pranchetas e a iniciativa privada volta os olhos ao vultoso empreendimento. Só falta você embarcar neste projeto, uma ligação para o futuro. Vamos?