Imagem ilustrativa (Freepik) Em tempos de transformações aceleradas, a política precisa reaprender a aprender. A velocidade com que o mundo se atualiza exige que gestores públicos acompanhem esse ritmo com humildade, escuta ativa e disposição para reciclar saberes, incorporar novas tecnologias e traduzir tudo isso em soluções reais para quem mais precisa. Foi com esse espírito que vivi, nos últimos dias, uma intensa imersão entre Portugal e Espanha: dois países que nos ensinam, com sua história e inovação, que o futuro se constrói com base sólida e visão generosa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Participei, em Lisboa, do 13º Fórum Jurídico, espaço plural e respeitado que reúne autoridades e estudiosos para debater caminhos possíveis para a Justiça, a governança e o fortalecimento da democracia. Em Salamanca, na Espanha, mergulhei na pós-graduação em Inteligência Artificial e Governança ESG (ambiental, social e governança), numa das universidades mais antigas da Europa. Conhecimento de ponta, abordagens modernas, e ao mesmo tempo enraizadas nos princípios da boa gestão pública: transparência, inclusão e responsabilidade. Foram dias de muito estudo, mas também de reencontros com a minha própria trajetória. Difícil não lembrar do menino da escola pública vicentina — da Carolina Dantas, da Cascatinha, da Antônio Fernando dos Reis — que sonhava em cruzar fronteiras e aprender mais para poder transformar sua cidade. Esse menino hoje volta para casa com a convicção de que a política não pode se fechar em si mesma: ela precisa dialogar com o mundo, abrir janelas, conectar ideias e atualizar práticas. Mais do que uma vivência pessoal, essa experiência internacional representa um compromisso renovado com São Vicente. É mais preparo para lidar com os desafios da gestão, é mais repertório para desenhar políticas públicas que impactem diretamente o cotidiano das pessoas, especialmente as que vivem nas periferias, nos bairros que mais demandam presença e soluções concretas do poder público. Volto com a mente aberta e o coração cheio de responsabilidade. A boa política começa no olhar para o outro, mas só se sustenta com preparo, planejamento e aprendizado contínuo. E é isso que São Vicente merece: uma gestão que ouve, estuda, se reinventa e trabalha todos os dias para cuidar melhor de quem mais precisa.