(FreePik) A gestão pública municipal é um tema que desperta interesse e debate na sociedade atual, por isso, compreender a diferença entre gestão e politicagem é essencial para o desenvolvimento das comunidades. A gestão pública municipal deve focar no bem-estar da população, enquanto a politicagem, muitas vezes, busca vantagens pessoais e interesses de grupos específicos. A eficiência na gestão pública implica planejamento, transparência e responsabilidade e podemos exemplificar isso com cidades que implementaram programas de participação cidadã, como orçamentos participativos, que conseguiram atender melhor às necessidades da população. Em Porto Alegre, por exemplo, essa prática permitiu que os cidadãos decidissem como utilizar uma parte do orçamento, resultando em melhorias significativas na infraestrutura e nos serviços. Por outro lado, a politicagem se torna evidente quando gestores públicos municipais abrem secretarias e acomodam aliados políticos nas prefeituras com a intenção de garantir a manutenção do poder. Além disso, na politicagem, a gestão municipal cria pautas positivas em resposta a todo e qualquer fato, até mesmo a problemas hipotéticos, com o intuito de construir uma imagem favorável de seu governo. Essa prática não apenas desvia recursos que deveriam ser utilizados para o benefício da comunidade, mas também gera um ambiente onde as decisões são tomadas com base em interesses pessoais. Um caso emblemático ocorreu em várias cidades, onde obras foram iniciadas apenas para agradar aliados políticos e gerar conteúdo para as redes sociais. No entanto, como essas obras não foram concluídas dentro de um mandato eletivo, resultaram em desperdício de dinheiro público e insatisfação entre os moradores. É importante distinguir entre gestão pública e politicagem, pois um gestor público de excelência deve possuir experiência, competência, habilidade, sensibilidade e compromisso com o bem-estar do povo, sem se preocupar com eventuais reeleições. A gestão deve ser orientada por princípios éticos e pela busca do bem comum, enquanto a politicagem frequentemente prioriza interesses individuais. A sociedade precisa exigir mais transparência e responsabilidade dos gestores públicos, promovendo uma cultura de participação e fiscalização. Essa mudança é vital para garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficaz e que a voz da população seja ouvida. A transformação começa com a conscientização e a participação ativa de todos na construção de um futuro melhor. *Marcelo Rocha. Contador, mestre em administração, educação, comunicação e empresário