[[legacy_image_339201]] O furto de celulares já está se incorporando ao dia a dia do brasileiro. Bons tempos em que os aparelhos eram furtados para revenda ou desmonte. Hoje, quando o falar por ele é a função menos importante, aplicativos financeiros facilitaram a vida dos marginais que se especializaram por invasões e transferências de dinheiro. Outros golpes também são praticados diariamente, como sequestro relâmpago, do Tinder e o da simulação para pedir dinheiro. Sem dúvida, o furto ou roubo do celular é atualmente uma das maiores preocupações dos brasileiros e sua prática cresce cada vez mais diante da “segurança” que a impunidade proporciona aos marginais. Valores são transferidos para outras contas correntes, outros são usados para pagamento de contas de terceiros, levando ao absurdo de que o menor dos prejuízos é a perda do aparelho. Enquanto o crime aumenta diante das facilidades encontradas, raramente o noticiário policial mostra a prisão desses criminosos. São crimes de difícil apuração? Falta vontade de agir da polícia? Os crimes são tão frequentes que entulham as delegacias de boletins de ocorrência? O que fazer? Talvez nenhum criminoso deixe tão clara sua impressão digital como nesses golpes e crimes. Afinal, quando o dinheiro é retirado de uma conta, vai para outra; não vai direto para o bolso do criminoso. E quem recebe? É bem provável que o marginal não receba o dinheiro em conta bancária com seu CPF. Vai preferir uma conta falsa. Conta falsa, como assim? E o brasileiro honesto, mais uma vez se surpreende. Ao tentar abrir uma conta, tem de atender todos os pedidos, como cópia de documento de identidade, comprovante de endereço e outras coisas mais. Entregou, está tudo certo, pois o banco não confere as informações. Como o marginal abre a conta sem deixar rastros? Essa é uma questão a ser investigada. Haveria uma máfia de contas fantasmas? Quem opera essas contas? Naturalmente, uma pessoa que usa celular ou computador, que deixa as “impressões digitais”. A expertise dos criminosos, pelo visto, é muito maior do que o da polícia e a impunidade continua a imperar, estimulando mais criminosos a aderir à prática. Talvez esse seja o maior problema dos brasileiros que carregam suas contas bancárias no celular, podendo contratar empréstimo, fazer Pix e tudo o mais. Sair à rua causa uma insegurança incrível no cidadão comum, enquanto a impunidade causa uma segurança incrível no criminoso. A solução do problema passa, primeiro, pela boa vontade de a polícia resolvê-lo. Ao invés de deixar os boletins de ocorrência entupirem os computadores, seria necessário um trabalho de inteligência para cruzar os BOs, descobrir as contas e agências preferidas pelos marginais, Pela gravidade da situação, deveriam ser criadas forças-tarefas para fazer sigilosamente o diagnóstico e, a partir dele, pedir a quebra do sigilo bancário e telemático dos maiores “beneficiários”, das agências mais usadas, dos bancos preferidos. De posse dessas informações, o próximo passo é punir os criminosos, na forma da lei. Essa ação, certamente, já irá desestimular o crime às primeiras prisões, às primeiras quebras de quadrilhas. A consequência direta para a população será a volta de poder andar nas ruas com segurança. Sempre haverá uma digital: na conta corrente, nas mensagens e operações financeiras por celular, na facilitação para a abertura de contas falsas. É só investigar com inteligência e sair atrás dos criminosos que colocam em risco a vida dos brasileiros.