Foto ilustrativa (Freepik) Compareci a um evento para premiação de jovens finalistas de um projeto que objetivou incentivar a leitura, a produção literária e a interação com o mundo. Todos eles tiveram como prêmio a publicação de um livro com suas redações e um passeio de final de semana. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A cerimônia transcorria e eu observava os rostos dos adolescentes apreensivos pela conquista. Notei que as famílias estavam lá também, incentivadoras, mas preocupadas com a viagem. A separação, mesmo que por poucos dias, geraria, em todos, as inquietações muito comuns de adultos protetores, sempre a almejar o conforto e a segurança dos seus filhos. Discursos, elogios e palavras de apoio marcaram aquela manhã tão significativa para todos os presentes. Rostos felizes, sorridentes e desejosos de logo dar continuidade à grande chance para interagir com as pessoas diante da prática da escrita e receber o aprendizado garantido pela troca de experiências, tão necessária a esse grupo de jovens estudantes que se empenharam em alcançar o privilégio de serem os melhores e poderem realizar seus sonhos. Um momento especial pôde ser percebido no momento em que se pediu a cada jovem para que eles se manifestassem numa apresentação rápida. Inquietações à parte, todos se referiram às suas famílias como incentivadoras para a garantia do sucesso daquele certame, agradecendo aos pais, tios, irmãos e avós que lá estavam, também orgulhosos. A emoção dominou o ambiente e ficou percebida em muitos olhares, gestos, expressões sorridentes e emocionadas. Lágrimas brotaram e rolaram pelas faces como a querer complementar a vitória merecida. Percebeu-se, então, a importância das famílias, articuladoras de bons preceitos, artífices na formação dos novos cidadãos, plenos em oportunidades. Todos os jovens, sem exceção, reforçaram o incentivo dos seus familiares, o que possibilitou o sucesso necessário àquela conquista. E, essas revelações, num tempo em que a sociedade manifesta-se menos solidária e mais impetuosa, resgata em nós a esperança de que a busca de um mundo mais harmonioso, mais digno e adequado às realizações e à felicidade, possa ser conquistado a partir de esforços conjuntos, necessários para promover as mudanças básicas, ao bom convívio social mais saudável e harmonioso. Aqueles rapazes e moças sabiam que a escola é detentora de um papel muito importante para a sua formação, mas entendem também que a família é fundamental na construção da base para a efetiva cidadania. A família e a escola precisarão estar cada vez mais unidas para que a educação de qualidade possa fluir e garantir às crianças e jovens novas e infinitas oportunidades, preparando-os para enfrentar e superar com capacidade e sabedoria os obstáculos impostos pelo mundo moderno, rumo à conquista da tão almejada felicidade. * Maurilio Tadeu de Campos, mestre em Educação, escritor, pesquisador, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro da Academia Santista de Letras