[[legacy_image_257199]] Em 13 de março de 1967, então com 18 anos, meu primeiro emprego registrado foi na fábrica de vidros, ou melhor, Indústrias Reunidas Vidrobrás LTDA. no cargo de contínuo. Foi uma experiência brilhante trabalhar em uma indústria, com o apito da sirene às 7h e no horário de almoço. Era a nossa referência como a maior indústria da Cellula Mater. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na época com os dois fornos a todo vapor, a fábrica tinha em média 400 funcionários, o pessoal de turno, e também tinha a fabricação de pastilhas, onde as funcionárias se dedicavam. Era tudo manual, depois foi informatizado. O lazer dos funcionário, além da sede social, era jogar futebol e o time da Vidrobrás disputava a Liga Vicentina de Futebol Amador. Era celeiro de muitos jogadores. Eu, inclusive, vestia o uniforme do time, e não muito habilidoso, formava o quadro principal de atletas. Jogávamos em outras fábricas do grupo, em Porto Ferreira, Mauá, Jacareí, além de disputar os torneios locais e aos domingos a barraca na Praia do Itararé. Tive várias promoções no período de trabalho, chegando a ser chefe de departamento pessoal. Todo final de ano havia confraternização em restaurantes da cidade. Dia 1º de maio, em comemoração ao Dia do Trabalho, tinha festival de futebol no campo da Ferroviária com outros clubes convidados a participar do evento. Foi um momento mágico na minha vida, conheci muitos amigos nesses 18 anos em que trabalhei na fábrica. Com o passar dos tempos, mudou a razão social para Cia. Vidraria Santa Marina, e a fábrica de São Vicente produzia vidros laminados de vários tipos, com desenhos e um que era aramado, muito usado na época em construção civil. Outro fato marcante: quando um funcionário com um certo tempo aposentava, era feita uma pequena cerimônia com coquetel, recebendo uma placa de lembrança pelos bons serviços prestados. Santa Marina ficou um bom tempo, depois passou para Saint Gobain, permanecendo até hoje quando, infelizmente, encerrará as atividades em nossa cidade. Uma pequena lacuna será aberta onde muitos vicentinos trabalharam. Até hoje encontro amigos e a referência é: “lembra de mim da fábrica de vidros?” Creio que ficará um vazio em nossa cidade, e quando passar em frente, sentirei saudades dos bons tempos. Eu e outros vicentinos aprendemos a gostar da fábrica de vidros, e muitos constituíram famílias, com filhos e netos trabalhando também na fábrica. Saudades...