(Divulgação) Em recente artigo publicado na coluna Tribuna Livre, o personagem Zé Corneteiro dá título ao texto e é utilizado como figura inspiradora para justificar o início e o fim da história. Envolver o nome do Zé Corneteiro e não falar de Miguel Escandon, seu criador, é o mesmo que citar Carlito sem atribuí-lo a Charles Chaplin. Escandon foi convidado pela Prefeitura de Santos para, a partir de fevereiro de 2015, incrementar a Casa do Trem Bélico de Santos com aumento de visibilidade e fluxo de visitantes. Para cumprir esse objetivo, criou o personagem Zé Corneteiro, que interage com visitantes e passageiros do bonde turístico. Trabalha incansavelmente na divulgação da história da cidade e do Brasil. A Casa do Trem Bélico de Santos é o prédio público mais antigo da cidade, construído entre 1640 e 1656. Essa edificação colonial militar foi idealizada para abrigar equipamentos de proteção da então Vila de Santos e, inclusive, já recebeu visitas de ícones como Dom Pedro I, José Bonifácio e outros personagens. É tombado como patrimônio histórico militar desde 1940 e já funcionou como Tiro de Guerra, escola, seção de alistamento eleitoral, serviço de subsistência do Exército e Centro da Juventude. Em 2009, foi restaurada pelo governo municipal e alguns parceiros. Na Casa do Trem Bélico, os turistas e as pessoas que lá adentravam eram recebidas pelo Zé Corneteiro de maneira simpática e cordial. Na oportunidade, ganhavam noções da disciplina militar imaginária. Grupos de escolas lá se encontravam e muitas vezes integravam o “exército” imaginário, absorvendo muito da história do país que ali era contada. Pesquisando sobre o personagem, constatei que na comemoração dos 200 anos da Independência lá estiveram três generais, quatro coronéis e uma comitiva representando a Fundação do Exército. Todos interagiram quando o bonde passava repleto de visitantes. Atualmente, o Zé Corneteiro atua na Praça Mauá, recebendo os passageiros do bonde repleto de turistas de todo o país e do mundo. Com toques de corneta e instruções verbais em quatro idiomas, quando necessário, ele desafia cidadãos de todas as idades a uma catarse coletiva, onde por alguns minutos todos voltam à infância. O personagem vai muito além do entretenimento. Ele está preservando a memória histórica e a identidade cultural, fazendo valorizar a cidade e as pessoas que nela vivem, enaltecendo a inclusão social. Todos participam sem discriminação. O Zé Corneteiro, mesmo na rua, é brilhante naquilo que faz, sendo sempre acarinhado pelas crianças e pelas pessoas que o abordam. Com ele, a gente sempre aprende. Parabéns ao Zé Corneteiro, ou melhor, ao Miguel Escandon!