[[legacy_image_323311]] Nessa época de muito calor, com o canto diário das cigarras, chegou o verão (solstício), que começou no dia 22 de dezembro de 2023, à 0h27, e terminará em 24 de março, à 0h06, no Hemisfério Sul. Já no Hemisfério Norte, acontece o inverso, com essa porção do planeta entrando no solstício de inverno. O solstício de verão significa que os dias são mais longos do que os períodos de escuridão, ao contrário da primavera e do outono, que são denominadas de equinócio, com dias e noites com igual tempo de duração. O motivo disso decorre de que a Terra, além de efetuar a rotação sobre seu próprio eixo, o que gera o dia e a noite (com aproximadamente 24h de duração), ainda executa a translação, que é o movimento do nosso astro ao redor da nossa estrela (que denominamos de Sol) e que leva um ano inteiro para se realizar. As estações do ano somente existem devido à inclinação do eixo da Terra em 23,5° em relação ao Sol. Se não fosse desta forma, o Equador seria sempre muito quente, os trópicos quentes, as zonas temperadas frias e os polos muito frios durante todo os 365 dias do ano terrestre. Ou seja, teríamos apenas uma estação o ano todo, independentemente do local onde estivéssemos em nosso planeta. Mas, às vezes, pode acontecer que no começo do verão adentre uma frente fria e/ou uma massa de ar frio de origem polar no território brasileiro e em nossa região, e os dias fiquem chuvosos e com temperaturas mais baixas, ao invés de dias ensolarados com temperaturas elevadas. Mas como isso é possível no início da estação mais quente do ano? O motivo é bastante simples, mas que muitos desconhecem. As estações do ano não mudam nas mencionadas data e hora, e sim, paulatinamente, entre 30 e 45 dias antes. A data e hora supracitadas com exatidão correspondem ao momento astronômico de nosso planeta perante a nossa estrela. E essa muda anualmente. Ademais, podem ocorrer variações durante uma mesma estação. Por exemplo: podemos ter verões quentes e secos (com menos precipitações), além do comumente quente e chuvoso, ou ainda, chuvosos, mas com temperaturas mais amenas. Outra questão importante que tem correlação com o tema é o significado de tempo e clima. Muitos acham que são sinônimos, mas não são. Tempo são os fenômenos meteorológicos (chuva, calor, vento, etc) que ocorrem numa determinada localidade ou região, num período de 24h, 48h ou até 72h, assim como intervalos de tempo maiores, e calculados através de projeções matemáticas em supercomputadores, com dados recebidos de imagens de satélite e de sensores espalhados por todo o globo terrestre. A isso denominamos previsão do tempo (com mais de 90% de acerto), e não certeza do tempo (com 100% de acerto), sendo objeto de estudo da meteorologia. Já clima são as variações dos fenômenos meteorológicos numa determinada localidade ou região, num espaço temporal não inferior a 30 anos consecutivos, alvo do estudo da climatologia. Nosso clima (sem as mudanças em andamento) é quente e chuvoso no verão, e mais frio e seco no inverno. A primavera e o outono são estações intermediárias, com elementos presentes nas estações antagônicas (verão e inverno). E uma curiosidade, típica da nova estação, é a formação de nuvens do tipo cumulonimbus (CB), as únicas que produzem descargas elétricas (raios). Mas, explicações à parte dos fenômenos naturais, aproveitemos da melhor forma possível o verão que se apresenta diante de nós.