[[legacy_image_262233]] E se eu te contar que as mudanças climáticas afetam mais algumas pessoas do que outras? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres são quatro vezes mais impactadas por esses efeitos, devido a razões socioculturais e econômicas. Atualmente, 70% da população que vive em pobreza extrema são de mulheres, aproximadamente 900 milhões. E a solução pode estar mais próxima do que imaginamos: apostar nas lideranças femininas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A escritora Lindsey Jean Schueman apontou as razões principais que podem fazer de nós a solução para a crise climática. Além de sermos as mais impactadas (econômica e fisicamente), somos líderes melhores em tempos incertos, porque pensamos mais no coletivo. Outro ponto citado é a facilidade feminina em criar conexões (networking) e buscar soluções inovadoras. Transformando conhecimento em ação, as mulheres se consolidam como dínamos econômicos – companhias de capital de risco fundadas por nós superam em faturamento as dos homens em 63%. Também buscamos a igualdade de oportunidades, afinal recebemos apenas 2% do investimento masculino, e não podemos nos esquecer do nosso lado visionário – o Acordo de Paris, em 2015, foi encabeçado por 30 “leoas”. Recentemente, tivemos a Convenção Anual da ONU Mulheres Brasil, em Nova Iorque, EUA, que focou em ações de inclusão financeira e digitalização para mulheres, além da UN Women CSW67, maior encontro anual de equidade de gênero. Tive a oportunidade de participar do painel Fashion Impact Fund, que abordou a inserção de meninas negras na indústria da moda sustentável, e ouvir Tamburai Chirume, cofundadora da The African Academy of Fashion, e Ngozi Okaro, diretora da Custom Collaborative. Presenciar a atuação de empreendedoras internacionais de variados gêneros, raças e etnias me faz acreditar que ganhamos poder quando unimos e compartilhamos ideias, projetos, resultados e iniciativas. Mas não acho justa a tarefa de liderar o projeto de salvar o mundo. O caminho é convocar a todos, dividir as tarefas e atuar em prol de um futuro próspero. O que aconteceu na ONU provou que, quando mulheres empreendedoras recebem apoio, o mundo inteiro ganha.