[[legacy_image_260558]] A palavra empatia está muito na moda, mas como fazer a criança entender o que é empatia? E até ampliar a ideia que os adultos têm sobre o seu significado? Mais uma vez, a literatura pode nos fazer ler o mundo, as diferentes pessoas e emoções. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No ano em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escolheu para ser o ano da Justiça Restaurativa na Educação, levando a prevenção dos conflitos para as escolas e a sociedade, gostaria de citar alguns livros que nos fazem refletir sobre comunicação não violenta e a empatia, habilidade social muito requisitada na sociedade, nas empresas e em qualquer grupo social e, realmente, muito necessária atualmente. Será se colocar no lugar do outro ou entender o lugar em que o outro está? Ou estar presente para ajudar o outro, respeitando sua maneira de ser, a sua vontade e não o que nós acreditamos ser o certo ou como nós mesmos resolveríamos aquela questão, passando por cima do jeito de ser do outro? Não é à toa que a girafa, o animal que tem o maior coração entre os mamíferos terrestres e pouco emite som, mas a quem tudo vê pela altura e quem tem antenas e orelhas que escutam e captam mais do que falam, é o símbolo da comunicação não violenta (CNV). E, apesar de querer ajudar ou resolver os problemas pelos outros não ser o mesmo que fortalecer o outro para que resolva seus próprios problemas, as ações estão próximas e podem confundir muito. Por isso, autoconhecimento e habilidades sociais não são coisas que se aprendem somente na teoria e sim na prática diária da boa convivência em grupo. Quer melhor lugar para se aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver do que a escola? Mas, os professores, como adultos, se autoconhecem e praticam a boa convivência? Como eu ensino se eu não faço? Por isso, a formação de educadores é fundamental para que eles possam formar as novas gerações e as habilidades socioemocionais, exaltadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), se aprendem na prática diária e não apenas na leitura, mas esta pode sensibilizar crianças e adultos para trazer a compreensão das questões ao conhecer o Eu e o Outro. Algumas obras que utilizamos para facilitar nos processos circulares de diálogos: Um Dia de Paz Restaurativa, de Tatá Bloom e Lili Rezende, O Coração da Selva, de Tatá Bloom e Selma Lara, ambos da Amare Editora; O Laço, de Mônica Martins, da Moma Editora; O que que Tem na Cabeça?, de minha autoria, e O Guarda-Chuva Azul, tradução de Gabriela Araujo, da Editora Melhoramentos.