[[legacy_image_341638]] Emoção é uma palavra que parece simples, mas tem vários entendimentos de especialistas até o ponto de não existir uma definição exata, ou seja, algo que dê o devido e completo entendimento. O que os estudiosos sabem é que o ser humano é capaz de vivenciar vários tipos de emoções, com os sentimentos sendo variados e específicos de cada pessoa. O autoconhecimento é conceito ligado à emoção que todo ser humano apresenta, portanto, é intrínseco ao nosso ser, junto com pensamentos, motivações, valores e crenças. A palavra é praticamente autoexplicativa, pois nos leva a entender que é uma busca do conhecimento de cada um, algo extremamente pessoal e interno. E esse autoconhecimento, que tem início nas primeiras fases da vida, nunca termina, pois buscamos nos conhecer a cada dia. Um poeta disse certa vez que somos 365 pessoas por ano. Nós nos conhecemos mais e mais a cada momento. Nas etapas escolares iniciais, como o Fundamental I, Fundamental II e o Ensino Médio, uma avalanche de fatos, ideias e situações surge diariamente para as crianças, os jovens e os adolescentes. E eles precisam aprender a lidar com isso, que fará parte de toda a vida. Entre essas novas emoções que se apresentam para o nosso autoconhecimento estão: medo, ansiedade, expectativa, rejeição, frustração entre outros que fazem parte da formação do futuro adulto. Uma das mais destacadas, especialmente na adolescência, é a autonomia. Quem quando jovem nunca apresentou um sentimento de liberdade ao se sentir autônomo, livre, leve e solto em alguma situação? Pela falta de experiência de vida, muitas vezes esses jovens e adolescentes são levados a situações inusitadas na escola, entre os colegas de classe ou no meio dos amigos. Uma amizade que oferece drogas, ainda que sejam lícitas para os adultos, como cigarros e bebidas alcoólicas, os leva a ficar cada vez mais distantes do autoconhecimento. As gerações mais antigas, em especial a dos baby boomers (homens e mulheres nascidos entre 1945 e 1964, época pós-Segunda Guerra Mundial), não tinha quem os avisasse sobre os malefícios do cigarro, seja normal ou eletrônico – este último nem existia. Naqueles anos, fumar era considerado charmoso, chique e elegante. Grande ilusão e terrível erro! Hoje em dia, a situação é totalmente diferente, pois os incontáveis efeitos nocivos do fumo são mais do que conhecidos e divulgados, a ponto de indústrias tabagistas terem sido proibidas de patrocinar vários esportes, especialmente o automobilismo, como acontecia antes. Hoje, as escolas têm a matéria projeto de vida como obrigatória e isso facilita o entendimento desses e de outros problemas ocasionados por drogas legais e ilegais. Essas orientações e a essencial colaboração dos pais, tios, avós, os responsáveis, ajudam a forjar o caráter desses jovens e adolescentes para que, num futuro bem próximo, quando estiverem à frente das nossas cidades, estados e do Brasil, possam servir de bons exemplos para as gerações que virão pela frente. Esse entendimento tem de ser impregnado desde a mais tenra idade na cabeça deles pelas escolas, pelos diretores, professores e educadores, para que não tenhamos a inversão de ver homens de 30 anos ou mais com pensamentos infantis e jovens de 18 anos maduros.