[[legacy_image_339658]] Os afazeres comunitários têm possibilitado resultados positivos e satisfatórios àqueles que os exercitam. Os participantes contribuem para o bem coletivo e usufruem das conquistas com imenso prazer. As tarefas se tornam mais leves porque são executadas por todos e os produtos do trabalho coletivo passam a ser mais grandiosos. As instituições de ensino vêm procurando discutir situações que envolvem o seu trabalho educativo com a participação da comunidade, confiando que esse processo de envolvimento e de interação proporcione a melhoria da qualidade da educação e a satisfação das pessoas. As comunidades escolares têm sido instigadas à curiosidade de perceber o que acontece por trás dos muros das escolas. As portas das escolas começam a se abrir para permitir a entrada daqueles que desejam colaborar com a chamada “educação cidadã”, com a realização de atividades recreativas e desportivas, exposições e outros eventos promovidos por elas. Aos poucos, as comunidades vêm se aproximando, marcando presença e compartilhando experiências novas. Os gestores mais sensíveis estão motivando suas equipes, educadores, funcionários, pais e alunos no sentido de desenvolver práticas de participação coletiva, modificando as rotinas na intenção de tornar o ambiente escolar harmonioso, atraente e propício ao desenvolvimento de atividades de caráter educativo, democrático e coeso. Para sensibilizar a comunidade a respeito da importância do compartilhamento efetivo nas atividades dos conselhos escolares torna-se necessário contextualizar a trajetória da implantação desse colegiado, desde a época em que a participação em conselhos escolares nada tinha de representativo nem democrático. As escolas têm desenvolvido atividades de estimulação às suas comunidades com o objetivo de motivar a todos a assumir posturas mais comprometidas para que sejam construídos ambientes sociais ideais, mais agradáveis e felizes, nos quais todos possam “saborear” a plenitude de um mundo dotado de recursos que beneficiem a todos. Muitos são os caminhos que podem conduzir à realização dessa tarefa conjunta. Basta que todos estejam engajados nesse saudável trabalho coletivo, buscando o bem-estar comum, acolhendo as necessárias e as possíveis mudanças vinculadas à interação efetiva da comunidade escolar. Pessoas querem e podem ser felizes e, para isso, carecem acreditar em si mesmas, perseguir seus objetivos vencendo barreiras, abrindo caminhos, apreendendo a cada dia a melhor e mais adequada maneira de conviver para compartilhar. Essas pessoas terão predisposição a colaborar para que tudo seja bem realizado dentro e fora da escola, objetivando a educação participativa e de qualidade, que será conquistada por pessoas comprometidas com o bom desempenho das suas atividades, cientes das suas potencialidades, preparadas para coexistir e compartir dos benefícios conquistados com os seus semelhantes, resolvendo conflitos na busca de soluções para todas as situações. Essa educação que se quer, pautada na convivência democrática e nas trocas de experiências, será de boa qualidade quando for direito de todos, como garantia à satisfação e à realização dos cidadãos para que seja bem desenvolvida.