(Alexsander Ferraz) Quem nunca foi perguntado sobre “o que você quer ser quando crescer?”. Quando chegou minha vez, a única coisa que eu sabia é que queria brincar o dia todo e comer o bolo de cenoura com cobertura de chocolate fresquinho da minha mãe Luciane. Durante as brincadeiras em casa com minha irmã Larissa, ao passar do quintal pela sala com o objetivo de buscar um vestido para minha Barbie, a televisão sempre estava ligada na TV Tribuna e assim eu ouvia as histórias e os acontecimentos da Baixada Santista. Na hora do almoço, via meu pai Sidney sempre ligando a TV para aproveitar o intervalo do trabalho e se atualizar com as notícias mais quentes. Em meio a tudo isso, com o tempo, ao ser perguntada novamente sobre o que gostaria de ser quando crescesse, falei que desejava ser jornalista, porque a cada momento via esses profissionais em lugares diferentes, com roupas diferentes e divulgando atividades culturais da nossa região. Os jornais impressos que sempre encontrava na casa de meus avós Teresa e Damario, que outrora na infância eu usava para brincar, criar esculturas e fazer papel machê após serem lidos, passaram a integrar meu dia a dia como forma de pesquisa na escola. O tempo passou e mudei de resposta sobre minha futura profissão, mas ainda assim A Tribuna continuou me trazendo a possibilidade de ‘viajar’ e conhecer mais sobre Santos, a Baixada Santista, o Brasil e o mundo sem sair de casa. Decidi cursar Arquitetura e Urbanismo e, juntamente aos estudos acadêmicos, fui buscando conhecimento no campo artístico como um hobby. Chegou o ano de 2019 e, nele, fiquei em primeiro lugar, via edital do Proac de Produção de Exposições Inéditas de Artes Visuais, com meu projeto Postais Culturais. Coincidentemente, quem me deu a notícia sobre o resultado foi a equipe de A Tribuna, que publicou uma matéria linda sobre meu projeto assim que ele foi selecionado. Tempos depois, outra reportagem, desta vez quando a exposição foi lançada, estampou a capa do jornal impresso. Foi uma emoção enorme para mim e minha família. Na mesma época, também vi o Postais Culturais ganhar espaço e se tornar notícia na TV Tribuna. As publicações nos dois veículos só evidenciaram e me mostraram de perto a importância do jornalismo. Com as matérias, muitas pessoas foram visitar minha exposição e entraram em contato. As reportagens trouxeram ao meu trabalho uma visibilidade que nunca havia imaginado, realizando meu sonho de criança por aquele período. Hoje, escrevendo aqui no dia em que A Tribuna completa 131 anos, realizo um sonho não só meu, mas da minha família ao mencioná-los em um artigo no jornal mais prestigiado por todos nós. *Letícia Passarelli Verde. Arquiteta urbanista, artista plástica, assinante de A Tribuna e participante da ação Vivendo o Jornalismo, promovida pelo Clube A Tribuna