Imagem ilustrativa (Freepik) Falar da população em situação de rua é, antes de tudo, reconhecer sua humanidade. São homens e mulheres que, apesar das adversidades e dos estigmas, seguem carregando histórias, sonhos e direitos. Em tempos em que a indiferença parece ser a reação mais comum diante da vulnerabilidade, reafirmar que essas pessoas são sujeitos de direitos é um ato de justiça social e de compromisso civilizatório. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, a política de assistência social tem buscado responder a essa realidade com uma rede estruturada e diversa. Nossa cidade conta com equipe de abordagem social, acolhimento emergencial, casa de passagem, abrigo permanente, república e um Centro Pop que é referência no atendimento à população em situação de rua. Ali, não apenas se oferece espaço de convivência, mas também escuta, orientação e apoio para reconstrução de trajetórias. Temos ainda o Programa Fênix, que reserva vagas dedicadas às pessoas em situação de rua em processo de reintegração ao mundo do trabalho. Hoje, a Prefeitura de Santos mantém cerca de 200 pessoas institucionalizadas, e nosso trabalho não se limita ao acolhimento: investimos no acompanhamento e, principalmente, no desenvolvimento de cada indivíduo, por meio de projetos e planos individuais que oferecem novas perspectivas de vida. Outro aspecto fundamental é a integração que temos construído com a área da saúde, atuando lado a lado com a competente equipe do Consultório na Rua. Essa parceria tem permitido ampliar o cuidado, garantindo que as pessoas em situação de rua recebam atenção integral, com acolhimento socioassistencial e acompanhamento em saúde, de forma articulada e humanizada. Neste dia 19 de agosto, quando se celebra o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, a Prefeitura de Santos promoverá uma grande ação solidária. Sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social, o evento terá foco na oferta de serviços socioassistenciais integrados, com atendimentos que fortalecem vínculos, promovem ressocialização e possibilitam recâmbio qualificado. Qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade poderá também receber informações sobre o Cadastro Único (CadÚnico) e outros direitos socioassistenciais. Os desafios, no entanto, permanecem enormes diante da desigualdade. Quando diversas políticas públicas não conseguem chegar a quem mais precisa, é na assistência social que esses indivíduos encontram acolhimento e atendimento. E é com o respeito e a dedicação dos nossos servidores públicos, que estão diariamente na linha de frente dialogando e construindo vínculos com essas pessoas, que conseguimos abrir caminhos para reconstruções de vida mais dignas.