[[legacy_image_325189]] O modelo de cobrança de pedágio conhecido como free flow está ganhando espaço no Brasil, trazendo inovação e eficiência para as rodovias do país. Diferentemente das tradicionais praças de pedágio, o free flow elimina a necessidade de parar ou reduzir a velocidade, permitindo que os veículos cruzem as rodovias de forma contínua. Esse sistema utiliza pórticos equipados com câmeras, sensores e antenas para identificar veículos, calcular tarifas e coletar dados. Apesar de suas vantagens, a implementação do pedágio free flow no Brasil enfrenta desafios notáveis. Um deles está relacionado à cultura de pagamento manual nas praças de pedágio, onde muitos motoristas estão acostumados a efetuar pagamentos em dinheiro ou cartão. A mudança desse comportamento é essencial para o sucesso do sistema. Os primeiros pórticos do pedágio free flow já foram instalados no trecho fluminense da BR-101, especificamente em Paraty (km 538), Mangaratiba (km 447) e Itaguaí (km 414). Esses locais são pioneiros nessa transformação, proporcionando uma visão do que o futuro reserva para as estradas brasileiras. Para aderir ao free flow, os motoristas sem uma tag de cobrança precisam se adaptar a novos métodos de pagamento, como o uso de aplicativos móveis, sites e carteiras digitais, incluindo o Pix. Apesar dos desafios iniciais, esse modelo representa uma oportunidade significativa para aprimorar a eficiência do pedágio, tornando-o mais justo e ágil. No sistema atual de pedágio free flow brasileiro, após a passagem do veículo, o valor da tarifa fica disponível para pagamento em até 48 horas. Os motoristas podem optar por efetuar o pagamento via WhatsApp, aplicativo CCR RioSP (iOS ou Android), site ou aplicativo da CCR RioSP. Para os que preferem o pagamento presencial, diversos estabelecimentos credenciados ao longo da BR-101 estão disponíveis, aceitando dinheiro, cartão de débito e Visa Vale Pedágio. A implantação do pedágio free flow traz várias vantagens para o setor de transporte. A cobrança mais justa, baseada no trecho percorrido, e a eliminação das filas em cabines de pedágio, sejam manuais ou automáticas, tornam as viagens mais práticas e convenientes para os condutores. Autoridades reguladoras, concessionárias, operadoras de pagamento automático e motoristas devem trabalhar em conjunto para superar resistências à mudança, garantir a segurança dos dados e expandir esse sistema inovador para outras rodovias. À medida que o free flow se consolida, o futuro das estradas no Brasil promete ser mais fluido, conveniente e alinhado com as necessidades do século 21.