[[legacy_image_260931]] Se nos anos 50 do século passado, a fim de integrar a nação, o então presidente Juscelino Kubitschek, recorrendo a Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, levou a capital do País para o centro geográfico ao construir Brasília, a intenção de conectar e desenvolver, hoje, tem continuidade por meio da navegação costeira, a cabotagem. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ligar cultural e comercialmente regiões e cadeias produtivas tão distintas como o setor têxtil no Sul e a fabricação de eletroeletrônicos na Zona Franca de Manaus, mais do que permitir negócios lucrativos, promove o sentimento de nação. O objetivo de integrar um território amplo e produtivo tem em sua costa marítima uma avenida com 8 mil quilômetros, por onde transitam, a bordo de contêineres, os mais variados produtos e matérias-primas, de utensílios para o lar a peças e materiais de aço. Fazer chegar a produção do interior à costa atlântica é de uma importância fundamental para a economia e para desenvolver o País. Para isso, é vital investir na integração de modais de transporte, conectando hidrovias, ferrovias, rodovias a terminais marítimos e aéreos. Todos os indicadores de desempenho apontam para uma tendência de expansão da cabotagem. Por ser um modal com menor emissão de carbono, em relação ao rodoviário, os setores de sustentabilidade e ESG das empresas de navegação podem capitalizar esforços de mercado pela redução das emissões pactuadas globalmente. A integração da cabotagem com o comércio exterior é outra possibilidade sempre considerada. Aparentemente um processo simples, envolve concepções logísticas e alguns arranjos necessários. Esta integração supõe o carregamento de contêineres, de Norte a Sul, para portos específicos, na rota de grandes embarcações. Esta concepção se justifica considerando que tais navios, de grandes dimensões, não cobririam toda a costa brasileira. Sendo assim, a navegação de cabotagem alimentaria (navios feeders) os grandes portos (hub ports), concentrando e redistribuindo cargas. Além dos temas citados, há outro, sem o qual a expansão seria impossível. Na última década, o número de navios e espaços a bordo cresceram. Isto foi possível porque, em terra, empresas como as OTMs (operadoras de transporte multimodal) fizeram a sua parte. Produtores e distribuidores que antes sofriam com avarias, atrasos e perdas perceberam as vantagens da logística da carga conteinerizada despachada pela cabotagem. Dentre as OTMs, a Costa Brasil é uma das que tiveram um papel importante em levar este conceito às cadeias produtivas e ao varejo. Um detalhe fundamental foi a possibilidade de trabalhar com carga fracionada, garantindo o acesso à navegação costeira a empresas de todos os setores e tamanhos. Ao mesmo tempo em que o mercado foi desenvolvido, o relacionamento com armadores foi sendo consolidado. A criação e a manutenção de rotas regulares, incluindo os mais importantes terminais de Norte a Sul, foram viabilizadas porque produtores e distribuidores garantiram as cargas, atuamos com a inteligência de uma integradora multimodal para ofertar a logística, e os armadores encontraram a credibilidade e a confiança necessárias.