[[legacy_image_286047]] A raiva é uma doença viral contagiosa que pode ser contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos. Anteriormente, era chamada de hidrofobia, pois alguns animais não conseguem beber água, o que acontece pela paralisia da musculatura mandibular. Sendo uma zoonose, a raiva pode ser transmitida para o homem por meio da mordida do animal ou pela salivação do mesmo em contato com uma ferida. Os transmissores da raiva urbana são os cães e gatos. Já da raiva rural, são os morcegos hematófagos (sugadores de sangue). Agosto é o mês oficial da vacinação contra a raiva. Cães e gatos devem ser vacinados uma vez por ano. Filhotes a partir de três meses já podem receber a vacina e as fêmeas em gestação devem aguardar o desmame dos filhotes. Os sintomas da doença se apresentam de diversas formas, dificultando uma padronização. Há duas modalidades do vírus. Uma delas é a raiva nervosa ou paralítica, que apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia. A outra é a raiva agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e agressivo. As duas podem apresentar estado febril, tremores, vômito, apatia e grande quantidade de salivação. Pela literatura, a raiva não tem cura e é 100% fatal. Contudo, existem três casos no mundo, sendo um deles no Brasil, em que os médicos conseguiram salvar as pessoas acometidas por essa doença. No entanto, houve sequelas graves. Somente com a vacinação se previne o animal da doença. Observando-se alguns sintomas, deve-se prender o animal e consultar um veterinário. Jamais soltá-lo ou matá-lo, pois somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico. Matar animais de estimação em nosso país é crime! Quanto ao ser humano que for mordido, quando não houver condições de observar o animal suspeito por morte ou fuga, deve-se imediatamente tomar a medicação. Caso o animal seja vacinado ou fique em local fechado, precisa seguir em observação para que os médicos vejam qual será a melhor terapia. Graças aos órgãos governamentais e aos médicos-veterinários, a nossa região não tem casos da doença há 20 anos, mas não podemos descuidar e devemos vacinar os nossos animais de estimação anualmente. Como podemos acompanhar nos noticiários, a vacina antirrábica pública, em anos passados, chegou a ser suspensa, mas a situação já foi normalizada, segundo informa o Governo do Estado. Além disso, as clínicas particulares continuaram vacinando normalmente com doses importadas da França, Holanda e Estados Unidos. Todo esforço é valido para acabarmos com esta terrível doença.