(Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) No dia 15 de setembro, escrevi nesta essencial coluna o artigo “Cruzeiros marítimos confiáveis e confortáveis”. Observo que a empresa Concais, responsável pelo Terminal Portuário de Passageiros, trabalha há tempos para que tudo esteja pronto para o início da temporada de cruzeiros 2026/2027, na próxima semana. Para esta temporada, estão previstas 163 escalas no Porto de Santos. A movimentação dos navios se dará até 4 de abril de 2027, totalizando 102 dias de operação, com expectativa de 418 mil embarques no terminal de passageiros em trânsito, o que representa uma movimentação total de 900 mil pessoas. Passarão pelo Porto de Santos dez navios, alguns pela primeira vez. As embarcações atracarão no terminal pela manhã e os passageiros desembarcarão para conhecer outros locais turísticos da Baixada Santista. Após os passeios, retornarão aos navios para seguir as viagens programadas. Segundo informações oficiais de órgãos públicos de turismo, a temporada de cruzeiros 2026/2027 deve movimentar R\$ 1,5 bilhão na economia da Baixada Santista. Mas e os apoios externos do terminal, como estão? No artigo do dia 15 de setembro, relatei que, ao embarcar no navio Costa Diadema no mês de abril, notei várias falhas, como a atracação do navio distante do terminal da Concais, pois no local oficial estava ancorado um navio graneleiro fora de operação. Para se dirigir ao embarque do transatlântico, os ônibus de traslado apresentavam problemas na limpeza, sem ar-condicionado e lotados, havendo inclusive um veículo de transporte escolar sendo utilizado no serviço. No retorno do cruzeiro, ao sair do terminal, constatei o assédio intenso de motoristas de aplicativo e de táxi, cobrando preços exorbitantes e com veículos em péssima aparência de conservação e higiene interna, além da má apresentação pessoal e de indumentária dos condutores. Os veículos que saem da área do terminal com destino à Ponta da Praia, sentido Guarujá, são obrigados a acessar um viaduto junto ao porto em companhia de caminhões e carretas de carga. Portanto, há necessidade urgente de uma reunião com a Secretaria Municipal de Turismo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), empresas de táxi e de aplicativo, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Portuária para que o atendimento aos passageiros e usuários do terminal seja feito com cortesia e de forma perfeita, e não quase perfeita. *Martinho Leonardo. Ex-vereador de Santos e presidente da Comissão de Implantação do Terminal Portuário de Passageiros Giusfredo Santini, da Câmara Municipal de Santos