[[legacy_image_269690]] Se pesquisa recente apontou que 78% dos brasileiros percebem a questão climática como muito importante e 61% estão muito preocupados com o meio ambiente, o que devemos fazer para reduzir essa preocupação e transformá-la em ações que melhorem a qualidade de vida de todos? O cronômetro já foi acionado e estamos em contagem regressiva para duas datas relevantes de reflexão e mudança de atitudes: Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, e Dia Mundial dos Oceanos, em 8 de junho. Santos, nesse sentido, está fazendo a lição de casa. Somos a primeira cidade do mundo a instituir a cultura oceânica nas escolas da rede municipal de ensino. Os oceanos ocupam 70% da superfície do planeta e são responsáveis pela existência de milhões de espécies de seres vivos. São capazes de absorver 90% do calor do planeta e recolher 30% do dióxido de carbono. Estima-se que somente 10% dos oceanos são conhecidos e explorados. Em junho de 2022, a cidade participou da Conferência Mundial dos Oceanos, em Lisboa, Portugal e, no final do mesmo ano, sediou o evento mundial Diálogos da Cultura Oceânica, no contexto da Década da Ciência Oceânica, programa da Unesco para difundir as ciências do oceano. Mais de 25 países estavam presentes. Também somos o município referência em mudanças climáticas no País. Em 2016, fomos a primeira cidade a lançar um Plano Municipal de Mudança do Clima, que em 2021 se transformou no Plano de Ação Climática de Santos (PACS). Hoje, o PACS, com 50 metas até 2050, é referência nacional e tema das comissões brasileiras em eventos e congressos no exterior, onde trabalhos como o primeiro Índice de Risco Climático e Vulnerabilidade Socioambiental da Cidade foram reconhecidos. Estamos totalmente inseridos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a agenda 2030 que convoca o mundo todo para a mudança que precisamos. Temos ações efetivas e diretas sobre os conceitos das ODS 6 (água potável e saneamento), 7 (energia limpa e acessível), 11 (cidades sustentáveis), 12 (consumo e produção responsáveis), 13 (ação contra mudança global do clima) e 14 (vida na água). Ao falarmos em ESG (siglas em inglês das palavras ambiental, social e governança), cada dia mais Santos tem unido forças dos setores privados, públicos e universidades para prospectar compromissos que garantam a sustentabilidade do planeta para as futuras gerações. A agenda ESG entra nessa esfera e traz para perto do poder público o setor empresarial e corporativo, com convicção de que têm papel fundamental e interesse no atingimento das metas. Programas como Detecta, de monitoramento da água dos canais e balneabilidade das praias; Nascentes, que consiste no cadastro, mapeamento, preservação e conservação das nascentes de água do município; e Lixo Fora D’Água, de identificação e combate das fontes terrestres, ocasionadas pela gestão inadequada de resíduos sólidos urbanos, têm trazido para nossa cidade o pioneirismo nas ações ambientais no País. Também o premiado Beco Limpo, exemplo de política pública assertiva que acontece junto à comunidade do Dique da Vila Gilda e desenvolve com os moradores a formação de multiplicadores de informações ambientais, com ênfase no descarte correto de resíduos, hortas comunitárias e aulas de marcenaria. Dessa maneira, te convido a não soltar o dedo do cronômetro e, a partir daqui, trabalharmos juntos na construção de políticas públicas que proporcionem respeito, preservação e valorização dos recursos naturais e de toda a sociedade, todos os dias.