[[legacy_image_255462]] Já imaginou como seria o mundo se cada indivíduo descartasse seu lixo de maneira adequada? A provocação nunca foi tão atual e necessária. A cada ano, produzimos mais lixo: são mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos gerados anualmente, com possibilidade de chegarmos a 3,4 bilhões de toneladas até 2050. Diante disso, o consumo consciente e o reconhecimento do papel de cada um de nós na separação e descarte adequado de resíduos são fundamentais para enfrentarmos os desafios nessa jornada sustentável. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) de 2022, apenas 4% dos resíduos sólidos recicláveis são de fato reciclados no Brasil. Já um estudo encomendado à Maxi Quimpelo PIC Plast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, promovido pela Braskem e Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), constatou que o índice de plásticos pós-consumo reciclados no país atingiu 23,4% em 2021. O levantamento mostra também que o volume de produção de plásticos de origem reciclada superou, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas naquele ano, alta de 14,3% em relação à 2020. Esses dados mostram que há oportunidades de aumentar o índice de reciclagem de resíduos em geral no Brasil. A indústria do plástico vem investindo cada vez mais em tecnologias e maneiras de reinserir os plásticos pós-consumo na cadeia produtiva. No entanto, cabe lembrar que essa iniciativa depende também da conscientização e engajamento do consumidor e, claro, do poder público em oferecer coleta seletiva regular e eficiente, além de estimular investimentos em plantas de separação de resíduos sólidos. Trabalho na indústria petroquímica há mais de 20 anos, sendo mais de 12 na Braskem. Além de liderar a implementação de iniciativas para o desenvolvimento da cadeia de reciclagem e produção de resinas e outros produtos químicos com conteúdo reciclado, também atuo na ampliação das ações de educação e comunicação junto aos consumidores, visando promover o consumo mais consciente dos itens plásticos. Nessa experiência, tenho observado como a coletividade é um fator importante para o desenvolvimento sustentável. Foi graças a essa noção que lançamos, no ano passado, Wenew, o ecossistema global de economia circular da Braskem responsável por reunir, sob uma única marca, todos os produtos, tecnologias, iniciativas, parcerias e projetos que a companhia desenvolve para fortalecer e potencializar a circularidade do plástico. Além de consolidar a atuação da companhia, o novo ecossistema também contempla as iniciativas que a Braskem desenvolve com abordagem sobre educação ambiental, consumo consciente e descarte adequado junto à população. Essa junção é uma forma de também engajarmos nossos públicos externos a conhecerem mais sobre nossa atuação e, assim, motivá-los a serem protagonistas nesse processo de economia circular. O caminho para aperfeiçoarmos o futuro do nosso planeta passa pela corresponsabilização de cada ator da sociedade. Indústria, academia, governo e consumidores devem dar as mãos com o objetivo de ter as benesses dos materiais criados pela indústria com o descarte adequado. E o Brasil tem grande potencial para aumentar os índices de coleta seletiva, separação de resíduos e reciclagem em seus vários setores da economia.Por Fabiana Quiroga, Diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul Consumo consciente e reciclagem As duas últimas décadas têm trazido à tona discussões relevantes sobre as pautas racial, de gênero e LGBTQIA+ na sociedade. Como um microcosmos que reflete a sociedade, as organizações também têm refletido sobre esses temas. Contudo, a longevidade ainda é um assunto incipiente nas discussões, seja em sociedade ou nas empresas. No entanto, a inversão da pirâmide etária no mundo aumenta a expectativa de um corpo funcional cada dia mais maduro. Porém, e apesar disso, o etarismo ainda está muito presente e precisa ser melhor discutido dentro da maioria das organizações. É forte o estigma que recai sobre as pessoas maduras (50+), visto como ultrapassadas e desatualizadas com questões do mundo corporativo moderno, especialmente no que tange à tecnologia. Uma concepção preconceituosa associada a construções sociais que foram criadas em um tempo no qual a expectativa de vida era muito menor do que a atual, e na qual a ideia de aprendizagem estava ligada somente ao período compreendido pelo ensino formal. Entretanto, hoje, com a expectativa de vida do brasileiro batendo quase 80 anos, e o conceito de lifelong learning mais amplamente difundido, caem por terra as associações que pregam que envelhecer é tornar-se obsoleto ou desatualizado. O aprendizado contínuo faz parte dos maduros ativos do século 21. Conectar as gerações dentro do ambiente de trabalho é uma oportunidade única para as empresas. Ela permite que as experiências de vida distintas dos colaboradores se somem entre si para resultar em um trabalho mais produtivo e único, alcançando as melhores soluções. Os colaboradores mais velhos são considerados mais tolerantes, experientes, responsáveis e fiéis à empresa. E, isso, somado às características de conhecimento dos jovens, torna-se essencial à uma organização que pretende crescer. Criar estratégias para promover o diálogo e a inclusão das diversas gerações no ambiente de trabalho, construindo uma cultura organizacional onde a solidariedade intergeracional contribua para reverter os preconceitos sociais frente ao envelhecimento, são algumas ações a serem implementadas. E nós, da Rede Conecta Gerações, grupo capacitado e formado por pessoas de faixas etárias e características diversas, nascemos para colaborar com as organizações por meio da educação corporativa, consultoria e assessoria em longevidade e gerações no âmbito organizacional privado e público de Santos e Baixada Santista - com foco na diversidade etária e inclusão produtiva, na busca do aumento da produtividade e da sustentabilidade do negócio a partir das premissas do ESG. Empresas que se antecipem a esse processo, implementando um ambiente organizacional age-friendly, terão vantagem competitiva!Por Denise Covas Borges, Luciana Correa e Paula Covas Calipo, da Rede Conecta Gerações