A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) completou 14 anos em 17 de julho. A cada virada de ano, olhamos o caminho percorrido, reconhecemos novos obstáculos e, principalmente, pensamos no que pode vir pela frente para quem move a logística. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Vivemos um momento interessante da cadeia logística nacional. A transformação digital avança em ritmo acelerado, a inteligência artificial ganha espaço nos processos, a pauta ambiental deixou de ser tendência para se tornar exigência, e a intermodalidade/multimodalidade passou a ocupar posição central no planejamento das empresas. Nesse cenário, o papel de uma entidade representativa vai muito além da defesa de interesses: é preciso gerar conhecimento, promover diálogo, antecipar tendências e ajudar a moldar políticas públicas capazes de fortalecer todo o ambiente de negócios. O ano de 2026 é especialmente simbólico para a entidade. O grande marco dessa história, o Projeto de Lei 3.757/2020, que cria a figura do operador logístico, pode avançar para uma etapa decisiva com sua apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, prevista para este mês. A proposta trará mais segurança jurídica às operações, reconhecerá oficialmente a atividade e criará um ambiente mais favorável a investimentos e ganhos de eficiência. Agosto também marca a décima edição do Congresso Abol, um dos principais fóruns de discussão do setor. No segundo semestre, outro destaque será a divulgação da nova edição do estudo Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil, encomendado ao Ilos. A agenda de conhecimento seguirá em expansão com novas entregas, como o guia prático sobre a atuação dos operadores logísticos na indústria farmacêutica e a divulgação do terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa das filiadas. Essas ações refletem as prioridades estratégicas da Abol para 2026: integração entre os modais, redução de custos, reforma tributária, capital humano, tecnologia, automação e mercado de carbono. Ainda há muito pela frente. O País precisa de uma lógica conectada de rede, reduzir o chamado Custo Brasil, acelerar os aportes em infraestrutura, ampliar a digitalização dos sistemas, enfrentar a escassez de motoristas e de mão de obra capacitada dentro de nossos centros de distribuição e armazéns, e consolidar uma agenda regulatória compatível com a importância estratégica do setor. Completar 14 anos é renovar o nosso compromisso com o fortalecimento dos operadores logísticos no Brasil.