( Alexsander Ferraz/AT) Calçadas, árvores, transeuntes. Convivência delicada e muitas vezes difícil. Por todos os bairros de Santos, observamos uma quase “competição” entre todos esses elementos: pessoas com dificuldades de locomoção, árvores grandes, grossas, repletas de galhos em desalinho e com raízes a “brigar” com as calçadas já “feridas”. Os ambientes não suportam conter calçamentos e raízes em pleno acordo. Os transeuntes precisam equilibrar-se nas calçadas quebradas, em desníveis causados pelos “empurrões” das raízes a querer espaços. Tropeções, abalroamentos e quedas são comuns, com consequentes ferimentos. O que se pode fazer para evitar os tais diferenciais tão “sui generis”, observados na convivência nada saudável entre os que ocupam o mesmo espaço, tão inadequado? Estava conversando com senhores residentes na quadra seguinte, bem próxima à da minha residência, e eles comentaram a respeito de duas árvores há algum tempo plantadas na calçada, que cresceram como puderam, competindo com o espaço a ser destinado aos pedestres, além do que, durante o período noturno, deixavam o local muito escuro, prejudicando o trânsito, tornando perigoso passar por aquele trecho em segurança. Disse a eles que conversaria com um amigo que poderia tentar resolver a situação. Fiz o prometido e aguardei que o quadro fosse solucionado, sobre a necessidade de se podar ou remover as árvores e, consequentemente, consertar o passeio público. Cada vez que encontrava os senhores, eles perguntavam e eu, já sem jeito, não tinha a resposta almejada. Muitos tombos com escoriações leves ou mais graves, colisões no cruzamento próximo, além de tentativas de assaltos. No entanto, nenhuma providência. Achei por bem ser mais incisivo com o amigo, por insistência. Finalmente, um serviço de podas e remoções de árvores apareceu no bairro. Resolvi fazer contato telefônico com o meu conhecido e ele, imediatamente, acionou os profissionais a executarem o serviço. Em seguida, fui direcionado ao responsável, via telefone. O procedimento demorou um pouco, mas, após inspeção de técnicos, decidiu-se pela remoção das árvores. Fiquei nas proximidades assistindo o procedimento. O coordenador que ainda estava ao telefone informou-me que as árvores seriam removidas. E foram! Todos os galhos, troncos e folhas, devidamente cortados e colocados sobre um caminhão e levados embora. Fui até o local, conversei novamente com os moradores, já satisfeitos com a providência. Ficaram agradecidos pelo meu auxílio. O espaço ficou livre das árvores, menos os pedaços dos troncos e suas raízes, ainda afixados na calçada quebrada. O amigo me ligou e pediu que eu fotografasse o local para que ele solicitasse às autoridades competentes o reparo do passeio público e a remoção do que restou das árvores. Esse procedimento poderá ser moroso e, certamente, a calçada quebrada provocará novas quedas. Aguardemos! *Mestre em Educação, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro da Academia Santista de Letras