Foto ilustrativa (Carlos Nogueira/Arquivo AT) Areia com pets parece ser um movimento mundial sem volta, mas sem organização pode ser perigoso. Por contarem com um amplo espaço e, geralmente, um clima agradável nessa época do ano, as praias da região ganham um grande número de cachorros. Há quem aprove, mas há também quem torça o nariz para a presença do melhor amigo do homem na areia. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A areia da praia é um ambiente que contribui com o desenvolvimento de vermes adultos. Uma das doenças transmitidas por meio do contato com as fezes de cães infectados e, frequentemente, adquirida por pessoas na praia, é a larva migrans cutanea, mais conhecida como bicho geográfico. É uma doença de pele transmitida por larvas de um parasita intestinal comum em cães e gatos chamado Ancylostoma caninum. O animal infectado, ao defecar na areia, libera ovos desse verme, que se transformam em larvas e podem penetrar na pele das pessoas, causando feridas, além de uma forte coceira. As partes do corpo mais afetadas são os pés, pernas e mãos. As larvas são muito resistentes às ações do meio ambiente, tais como calor, frio, umidade e seca, podendo permanecer por até um ano. Inicialmente, para prevenir a possibilidade de seu animal transmitir a doença, ele deve ser submetido a exames de fezes a cada seis meses e, se necessário, vermifugado. Recolher as fezes do seu animal em locais públicos também ajuda a evitar o problema. A dificuldade de fiscalização é um dos maiores problemas de liberação de pontos de uma praia para os pets. Com certeza, a maioria dos tutores é honesta e cumpre as regras. O problema está nos 10% que não as respeitam, levando os pets em qualquer horário e ponto de praia. A balneabilidade das praias também fica muito prejudicada com dejetos humanos e/ou de animais. Em termos legislativos, a entrada de cachorro na praia é proibida. De acordo com muitos sanitaristas, o ideal não era uma punição ao animal, uma vez que a prisão do mesmo pode gerar uma série de desconfortos, tais como um possível confronto entre animal e fiscalizador. Segundo eles, o dono é quem deve ser punido e, sobretudo, deve ocorrer uma fiscalização por parte das autoridades competentes. Se tivéssemos fiscais treinados, a situação melhoraria bastante. Eles pegariam a identidade do dono e aplicariam uma multa. Essa seria uma forma de solucionar o problema e normalizar a situação. A não utilização da coleira em cachorros, sobretudo nos de grande porte, também causa polêmica, uma vez que diversos ataques já foram noticiados por todo o País. Muitos donos não utilizam a guia porque querem demonstrar controle sobre o animal. Entretanto, algumas situações provam justamente o contrário e, em determinadas ocasiões, até tragédias podem acontecer. Ressaltamos também a importância da coleira no combate às doenças. Um cachorro sem coleira, por exemplo, pode comer alimentos que estejam espalhados pelo caminho, contraindo uma possível infecção. Além disso, ressaltamos que animais não adestrados devem utilizar a coleira peitoral. Caso o cachorro seja puxado com a coleira tipo enforcadeira, o animal pode ter o fluxo de sangue que vai para o cérebro interrompido, o que causaria desmaio.