Em tempos de Copa do mundo, a população brasileira anseia por essa frase. Mas nesse breve texto, o que vamos expor, é uma outra situação: O Brasil é o campeão mundial de consumo de psicofármacos. É o terceiro maior consumidor de benzodiazepínicos, sendo: maior consumidor de clonazepam e diazepam, segundo maior consumidor de bromazepam e terceiro colocado em alprazolam (medicamentos utilizados nos transtornos de ansiedade); maior consumidor de midazolam e segundo maior em uso de zolpidem, ambos destinados a distúrbios do sono. No ranking de produção de psicofármacos, o nosso país alcançou o 6° lugar. Quanto a utilização de antidepressivos, o Brasil vem apresentando elevação expressiva, liderando o ranking da América Latina. Tendo em vista que, a grande parcela da população depende do SUS, torna-se importante a atuação da Atenção Básica de Saúde, para o diagnóstico e manejo desses casos. Em Santos, a atuação dos médicos e equipes em Saúde da Família apresentam papel primordial no rastreio dessas patologias psiquiátricas, mais notadamente depressão, ansiedade e insônia. Os trabalhos nas Unidades de Saúde da Família (USF) realizados pelos doutores Thiago Lima (Jardim Castelo), Leticia Pires (Jabaquara), Tatiana (São Jorge), José Roberto (Morro da Penha), Carla Beatrice (Santa Maria), Weverson (Valongo), Roberta (Radio Clube), Paulo Henrique (Areia Branca) e Livia (Jabaquara) comprovam isso. As causas principais relacionadas a esses quadros foram: vulnerabilidade, luto, crise conjugal, dificuldade financeira, solidão, Burnout e dívidas com apostas virtuais (Bets e outros sites de apostas ou jogos de azar). Os profissionais da Saúde da Família têm procurado realizar uma avaliação rigorosa durante as prescrições além de, promover orientação e esclarecimentos quanto ao uso ou mesmo abuso de psicofármacos. Porém, apesar de todos os esforços e estrutura fornecida pela Prefeitura Municipal de Santos até o momento, os resultados ainda não são totalmente satisfatórios. A cidade de Santos sempre foi reconhecida pelos avanços em diversas áreas da Medicina: luta contra aids, hepatite C, tuberculose, cirurgia cardíaca, reforma psiquiátrica, dengue, campanhas de vacinação. A promoção da saúde é o nosso lema. Governante e legisladores devem estar atentos a esse cuidado. É necessário maiores recursos para que, em conjunto, possamos promover a redução do consumo de psicofármacos. Parafraseando um grande colunista deste jornal, “Fica a dica”! *Guilherme Arantes Mello. Médico, mestre, doutor, professor universitário, tutor acadêmico (Unifesp) do Programa Mais Médicos para o Brasil *Miguel Naveira. Médico, mestre, doutor, supervisor acadêmico (Unifesp) do Programa Mais Médicos para o Brasil *Fabio Mesquita. Médico, doutor e professor universitário (Unifesp)