(Divulgação) Entramos em 2026 com um novo olhar sobre o morar. Se antes a casa era vista como abrigo ou patrimônio, hoje ela é extensão direta do corpo e da mente. As reformas que acompanhei nos últimos anos não deixam dúvidas: os imóveis que mais se valorizam são aqueles que oferecem algo além do espaço físico — eles oferecem bem-estar. O wellness deixou de ser nicho e se tornou um novo padrão de vida. E não se trata apenas de ter academia no prédio. A rotina disciplinada, o cuidado com o corpo, a alimentação consciente e até o silêncio viraram critérios na hora de escolher onde morar. Hoje, os imóveis precisam ter luz natural para quem grava conteúdos, espaços adequados para treinos diários, áreas de descanso que favoreçam o sono — e tudo isso sem abrir mão da estética. Estamos vivendo um tempo em que a casa se transforma em palco da performance pessoal. É ali que a vida acontece e, mais do que nunca, o lar reflete a imagem que queremos construir e transmitir. Quem busca um imóvel, busca também um estilo de vida. E o wellness virou um filtro real para essa decisão. Essa tendência também conversa com uma filosofia japonesa que ganha força por aqui: o Wabi-sabi — uma estética que valoriza o simples, o imperfeito, o essencial. Um luxo silencioso, sem excessos, onde o tempo é respeitado e o espaço respira. E é dentro desse espírito que a cor do ano, segundo o design internacional, foi definida: Cloud Dancer, um branco levemente caloroso que traduz pureza, recomeço e leveza. O futuro da arquitetura é, cada vez mais, sobre criar lugares que abracem, inspirem e respeitem o ritmo de quem vive neles. Não se trata de luxo aparente, mas do verdadeiro privilégio: viver bem. *Tay Kurger. Arquiteta