[[legacy_image_266808]] A árdua rotina de mães que cuidam dos seus filhos autistas. Desde dedicar-se aos afazeres domésticos, educar, brincar, simultaneamente, acordar cedo, levar à escola e às terapias semanais, sem falar em todos os cuidados que essas crianças necessitam, como na hora de dormir, do banho e da alimentação. Em todas essas situações de cuidado, a criança exige amor, afeto e paciência da mãe. Que muitas vezes deixa o olhar para si em segundo plano, mas nem por isso sua aparência é descuidada. O mesmo acontece com a casa que na maior parte do tempo parece bagunçada, porque onde tem criança, tem choro, brinquedos pelo chão, desenhos na TV, louça para lavar, roupas para guardar e comida para fazer. Parece estar tudo “fora do lugar”. Quem olha para essas mães com todos esses afazeres, oferece-lhe algum tipo de apoio? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assim como toda criança, possui muita energia e encontra nos pais a parceria para viver, pois através dessa vivência elas descobrem o mundo. É preciso, assim, ter disposição e vigor para brincar e acompanhar o seu desenvolvimento no dia a dia. É dever dos pais a grande tarefa de amar e educar seus filhos, mas quando se trata de uma criança com TEA, o trabalho é ainda maior, pois exige dedicação constante. Devido aos desafios impostos pelo autismo e difícil aceitação ao comportamento social da criança, muitas mães vivenciam preconceito e discriminação. Quando isso acontece, essas mães se sentem desamparadas, frágeis, sem tempo e condições adequadas para corresponder às expectativas sociais, dedicar-se ao seu autocuidado e benefício próprio. Evidenciando, assim, o sentimento de incapacidade, culpa, depressão, baixa autoestima e autocobrança exagerada. Daí, perguntamos: será que existem mulheres com superpoderes para conseguir, humanamente, dar conta de tudo e desempenhar o papel de ser mãe de uma criança autista? O que podemos fazer a fim de contribuir com essas mães? É responsabilidade social acolher, respeitar e dar suporte emocional às famílias, propor estratégias e novas ideias, ouvir atentamente e compartilhar experiências, para que seus anseios sejam acolhidos e sua sobrecarga seja minimizada. Percebemos que essas mães, mesmo sobrecarregadas, são fortes, dispostas, dão conta dos desafios e não enxergam obstáculos para colaborar com a felicidade dos seus filhos, realizando o desejo de ser mãe e celebrando cada conquista da criança. Vale destacar que o autocuidado, apoio social e profissional é, nesse contexto, ainda mais necessário e fundamental, pois contribuirá com a construção e manutenção da qualidade de vida dessas famílias. O que proporcionará mais energia e ânimo para enfrentar as batalhas da vida. Podemos afirmar felizmente, que na cidade de Santos, possuímos uma vasta rede de serviços de atendimento aos pacientes com TEA, garantindo, dessa forma, cidadania, saúde, educação e lazer. Assim, as mães de crianças autistas, que nasceram, residem ou fazem acompanhamento nessa localidade encontram um apoio extraordinário nas suas rotinas com a qualidade e diversidade dos serviços oferecidos para os seus filhos. Certamente, que aqui, elas acabam estabelecendo laços afetivos e parcerias, facilitando e dinamizando as rotinas e expectativas de vida com dignidade para a criança autista.