[[legacy_image_306670]] A primavera continua chuvosa e com pouco sol, mas com a eterna promessa de florescer. O céu cinzento, o mar em ondas temerosas, alagamentos, terras caídas. O medo do desemprego e a fome, assolando até o trabalhador! Neste panorama, como está a comunicação, a cordialidade... A boa e tão falada educação? Apregoada na escola, nos clubes, na família, em qualquer encontro social, como está a educação na prática? No elevador, nem todos respondem ao “bom dia”. Você ajuda o senhor a empurrar o carrinho de compras e recebe um olhar desconfiado. A amiga tenta ajudar uma senhora a atravessar a avenida e recebe uma bengalada, descobrindo a inesperada utilização do acessório, que auxilia na mobilidade e no equilíbrio de pessoas idosas ou em recuperação. A venda deveria ser acompanhada de documento assinado pelo comprador garantindo o uso correto? O mundo anda fora do prumo. Nada a fazer, dirão. É a natureza quem manda. Concordo em parte. Vivendo em constante e imediata comunicação, temos sempre a ver com o que acontece à nossa volta e mesmo longe. Hoje, a verdade e a mentira se espalham feito pólvora acesa e até alguns aforismos, como "verdade aquém dos Pirineus, mentira além", vão perdendo o significado original. As notícias voam feito andorinhas, aves pequenas, belas, elegantes e ágeis, realizando longas migrações. A maior espécie do Brasil, a andorinha-grande, mede 20 cm e pesa aproximadamente 43 gramas. Azul por cima, tem o peito castanho-cinzento, ladeado também de azul. Uma das menores, vistas aqui, é a andorinha-pequena-de-casa, com 12 cm de comprimento e apenas 12 gramas. Aves de pequeno porte, asas longas e pontiagudas, cauda, em geral bifurcada, bico e patas curtas. Colorido azul-metálico ou pardacento no lado superior; ventre branco ou, com ornatos avermelhados. Alimentam-se de insetos capturados durante o voo, com o bico aberto, como se fosse um funil. O ninho, normalmente feito com lama, restos vegetais e saliva, transportados no bico, até estarem perfeitos e resistentes para acolher os filhotes. Tanto o macho como a fêmea se ocupam da construção do ninho, usado durante anos seguidos, graças ao sentido de orientação tão aguçado, que mesmo depois de voar centenas de quilômetros em migrações, conseguem voltar exatamente ao mesmo ninho. Os ovos são chocados pelo macho e pela fêmea durante duas semanas. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes, alimentados no ninho por 26 dias, quando a cria já tem condições de sair, mas a família continua unida até que eles sejam completamente independentes. No inverno, as andorinhas abandonam os locais frios, procurando alimentação farta, migram para locais mais amenos. No final da invernia voltam em bandos barulhentos à sua região natal. O retorno anuncia que a primavera está chegando. A maioria das espécies de andorinhas pode viver até oito anos, com exceção da andorinha-do-mar, que pode viver por vinte anos. Isso significa que uma andorinha-do-mar pode voar 20 vezes ao redor do mundo durante toda sua vida. As andorinhas cumprem-se sendo apenas o que devem ser. Sabem o porquê e para quê foram criadas, sendo exemplo perfeito de vivência amorosa, compartilhada e responsável.