[[legacy_image_296427]] A partir desta semana, viveremos mais um importante momento na cena cultural da Cidade, com a publicação dos editais em Santos da Lei Paulo Gustavo. A iniciativa injetará mais de R\$ 3,2 milhões em projetos culturais da Cidade, sobretudo ligados ao audiovisual. E quando mergulhamos nos números deste segmento, é fácil descobrir porque é uma das modalidades culturais que mais emprega e recolhe impostos no Brasil. Segundo levantamento da Motion Pictures Association, em parceria com a Oxford Economics, antes da pandemia, o impacto direto do audiovisual na economia brasileira era de R\$ 24,5 bilhões. Somando-se ao impacto no PIB, o número sobe para R\$ 56 bilhões. Em relação a tributos, a geração é de R\$ 7,7 bilhões ao ano, e em termos de empregos criados são 657 mil. O estudo mostra, ainda, o forte impacto multiplicador da indústria audiovisual. Para cada R\$ 10,00 de valor investido diretamente no audiovisual, outros R\$ 13,00 são adicionados pela cadeia agregada, o que significa um fator multiplicador 2,3 vezes no PIB. Se formos utilizar o mesmo indicador no impacto para Santos da Lei Paulo Gustavo, podemos projetar que os R\$ 3,2 milhões enviados para cá vão gerar R\$ 7,3 milhões para a economia local. Por acreditar no segmento como forte indutor da cadeia econômica e criativa de Santos, nos últimos anos, o governo promoveu uma série de iniciativas, como a criação do Fábrica do Audiovisual, que apenas no primeiro semestre qualificou mais de 200 pessoas de todos os cantos da Cidade. Outras ações foram dois editais municipais de curtas-metragens, que injetaram R\$ 860 mil em 12 produções. Além disso, o prefeito Rogério Santos (PSDB) já anunciou um outro, exclusivamente para longas-metragens, com premiação de R\$ 1 milhão. Muito em breve, vamos entregar o estúdio público no Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss), dando suporte gratuito às produções da Cidade. E por falar nos produtores - o ‘coração, alma e mente’ de todo o processo - nosso canal de diálogo com eles é aberto e constante. Para colaborar no desenvolvimento do setor, a prefeitura está oferecendo qualificação a 37 produtores, por meio de aulas do Programa de Aceleração de Empreendedores Criativos. Estas ações seguem a mesma linha exitosa dos serviços prestados pela Santos Film Commission. Desde 2007, o órgão da Secretaria de Cultura (Secult) atendeu quase 1.000 produções nacionais e internacionais, entre filmes, comerciais, ensaios fotográficos, videoclipes, séries, novelas e documentários. Graças a este trabalho, os cenários de Santos já ganharam as telas do mundo inteiro. O trabalho não para, e num futuro próximo, as produções audiovisuais ganharão ainda mais força, com a entrega do Centro Temático de Cinema de Santos, que será construído no prédio anexo ao Mercado Municipal. O complexo contará com escola e estúdios públicos de cinema, ampliando os espaços de formação profissional e de apoio técnico às produções locais. E é por essas e outras iniciativas que o Selo de Cidade Criativa de Cinema, oferecido pela Unesco em 2015, vem ganhando ainda mais valor. Chegou a hora dos nossos produtores apertarem o REC, e levarem às multitelas o jeito santista de fazer arte. E quando todas essas obras estiverem prontas, vamos dar Play e curtir "longe de qualquer problema, perto de um final feliz", como um dia cantou Rita Lee.