[[legacy_image_266090]] Neste mês de maio, mês de Anna Nery, referência da enfermagem no Brasil, venho aqui exaltar aqueles e aquelas que, mesmo com o trabalho extenuante, em que as situações perturbadoras são comuns, possuem a habilidade de lidar com o sofrimento sem com isso perder a empatia e a sensibilidade. O profissional de enfermagem cultiva desde sempre a alteridade: tem empatia pela dor e o sofrimento alheio, porém, isso não quer dizer que não haja momentos reconfortantes na atividade laborativa. Ajudar um paciente a se recuperar, reunir famílias ou confraternizar com colegas de profissão são traços especiais deste trabalho. A própria origem da palavra enfermeiro já resume tudo o que o profissional significa para um paciente. Ela se originou do latim, tendo como significado as palavras mãe, criar e nutrir, que adaptadas ao inglês se transformam na palavra nurse, ou simplesmente enfermeira, em português. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para entender a essência da profissão, retornemos aos tempos bíblicos, onde as genitoras criavam seus filhos e os nutriam. Podemos ainda aprofundar a ideia, quando nos debruçamos sobre as ações das mães que cuidam dos filhos, sobretudo quando doentes, proporcionando conforto, carinho, alimentação, ambiente limpo, adequado e protegido. Florence Nightingale (1820-1910), considerada a fundadora da Enfermagem Moderna, dizia que “existe cuidado sem cura, mas não existe cura sem cuidado”. Wanda Horta (1926-1981) dizia que na enfermagem é “gente cuidando de gente”. Sua experiência profissional possibilitou explicitar a enfermagem como “ciência e arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, tornando-o independente desta assistência por intermédio da educação”. Deste modo, quando as necessidades mais básicas de um indivíduo são atendidas, a pessoa pode progredir em direção à autorrealização, no atingimento do bem-estar físico, social e mental. Perpasso também as contribuições de Anna Nery (1814-1880), a Matriarca da Enfermagem, ao mostrar “a importância das articulações sociais que se estabelecem entre a prática de enfermagem (ensinar, pesquisar e fazer enfermagem) e as políticas de saúde. Estas relações são dialéticas e permitem compreender os avanços e os limites para refazê-los e transpô-los”. Anna Nery declarava: “Não promova o auto abandono! Agora, mais do que nunca, a humanidade precisa uns dos outros”. “Vamos conjugar o verbo amar com a própria vida”...., pois “Os resultados são o segredo para calar quem não acredita em você”. Atualmente, na saúde pública, o profissional da enfermagem é necessário, principalmente no pós-pandemia. Exerce responsabilidade de educar a população para mudar seu estilo de vida individual e em comunidade. Diante desta abrangente importância, enxergo a enfermagem como a de um processo de cuidado consistente e organizado. Entendo, ainda, como a grande protagonista do sistema de saúde, e, desta forma, é justa a homenagem que prestamos todo o dia 12 do mês de maio. Em reconhecimento a importância da categoria é de minha autoria a Lei Municipal 2.971/2021 que institui na cidade de Santos o Dia do Aplauso, sempre no dia 12 do mês de maio, quando as instituições de saúde promovem um minuto de aplausos.