[[legacy_image_340212]] Em relação à propalada e prometida instalação do Aeroporto Metropolitano em Guarujá, cabe mais uma vez a cética pergunta: agora vai? Há poucos dias foi assinada a ordem de serviço para as obras da primeira fase do empreendimento. Não se trata mais de promessas, planos, projetos: há empreiteira contratada por meio de licitação realizada, homologada em dezembro passado, e prazo para entrega das obras fixado em seis meses. A história é antiga. Tendo em vista a existência de infraestrutura – a Base Aérea de Santos – a possibilidade de existir um aeroporto civil no local sempre foi lembrada e ressaltada. Há quase uma década o assunto voltou à baila, mas as dificuldades burocráticas eram imensas, exigindo licenças ambientais e autorizações. A outorga, por parte do Governo Federal, à Prefeitura de Guarujá foi assinada em dezembro de 2013 e, finalmente, as autorizações da Secretaria de Aviação Civil e do Comando da Aeronáutica foram concedidas em fevereiro deste ano. Aeroportos integram a malha logística de uma região e são parte essencial dela. Falta esse elo na Baixada Santista, com 1,8 milhão de habitantes, abrigando o maior porto do Hemisfério Sul e o importante parque industrial de Cubatão. Não há dúvida de que ele pode constituir-se em indutor do desenvolvimento econômico regional e estudos preliminares apontam que, gradualmente, o tráfego de passageiros pode aumentar, viabilizando plenamente o empreendimento. Ainda há muito a fazer. As obras que começam são apenas a primeira parte do complexo, que exigirá outras intervenções fundamentais, como o Terminal de Passageiros, que a Prefeitura de Guarujá espera poder licitar ainda este ano. Assim, pousos e decolagens de aeronaves com capacidade para até 72 passageiros serão viabilizados. E não se deve esquecer que a melhoria da infraestrutura viária e um novo acesso ao futuro aeroporto serão absolutamente necessários. A esta altura, cabe uma homenagem. Não é ideia original – outros já fizeram essa indicação – mas faço questão de insistir, diante da inauguração cada vez mais próxima do equipamento, que o nome do aeroporto deve ser Eduardo Sanovicz. Edu, que partiu ainda tão jovem e cheio de planos e ideias, teve participação direta na viabilização desse empreendimento. Como presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), que ele ajudou a criar em 2012 e dirigiu por mais de dez anos, teve participação destacada nas tratativas e negociações que envolveram a concretização do aeroporto. Sanovicz foi notável homem público. Trabalhou na Prefeitura de Santos, presidiu a Anhembi Turismo e Eventos de São Paulo e a Embratur e destacou-se como estudioso do turismo, com doutorado na área e exercendo docência na USP. Edu era ainda pessoa incrível, entusiasmada, alegre, cordial, amigo de todos, com profunda sensibilidade política e social. Lembro-me bem que ele me disse que esse aeroporto ia sair, e que participara das negociações para a cessão da área para a Prefeitura de Guarujá, que, na sua opinião, era a única forma de concretizá-lo, de fato. Está cada vez mais próximo o dia da inauguração desse equipamento, finalmente. E ele deve ser chamado, para sempre, de Aeroporto Eduardo Sanovicz. É a mais justa e sincera homenagem que pode e deve ser feita a ele.