[[legacy_image_324893]] Em uma das minhas visitas às nossas unidades, tive a oportunidade de conversar com senhor Luiz Cláudio, de 60 anos. Ele passou por uma fragilidade familiar, ficou desempregado, não conseguiu mais recursos para sustentar um aluguel e foi parar nas ruas. Conta que tentou trabalho em muitos locais, mas sem moradia, ou seja, um endereço como referência as portas se fecharam. O nosso trabalho ao lado do Luiz Cláudio começou com o acolhimento e terá uma continuidade na rede de apoio, com a análise de cada necessidade para que recupere a autonomia, com a oferta de cursos de capacitação e consiga uma vaga no mercado. Não podemos deixar as pessoas por muito tempo nas ruas ou somente dar opção de abrigos coletivos, pois o preconceito ainda é muito grande e as empresas dificilmente empregam se a pessoa não tiver o endereço de uma moradia! Quando os técnicos do Desenvolvimento Social pensaram no projeto “Levante da Calçada”, ou o “primeira moradia”, modelo que já está no mundo inteiro com ótimos resultados, foi justamente para atender de imediato pessoas com a disposição de transformar a vida! O projeto em Santos é ainda mais exigente, prevê o auxílio moradia para apenas 10 pessoas no início, podendo chegar a um limite de 50 dependendo dos resultados, por um prazo de um ano, com a condição de estar na rede de apoio, em um curso de capacitação, sempre acompanhada por técnicos, para que neste período voltem ao mercado de trabalho! O aluguel será gerenciado diretamente pela Prefeitura de Santos, com a prestação de contas mensal a todos. O auxílio seria de R\$ 660,00 para a locação de um cômodo. Esse valor é muito menor do que o município gasta por pessoa nos abrigos coletivos hoje, onde o custo mensal chega a R\$ 2.200,00, gerando ainda economicidade aos cofres públicos. O projeto elaborado por técnicos da Prefeitura foi discutido e aprovado no Conselho Municipal da Assistência Social, no Comitê Intersetorial de Políticas Públicas Pop Rua e em reuniões de Associações de Bairro. Com o “primeira moradia”, os Estados Unidos tiraram mais de 80 mil pessoas das ruas na última década. Na Finlândia, a redução foi de 35%, E o plano está também no Japão e no Canadá. No Brasil o projeto foi instituído no governo Bolsonaro, em 2021, e já está em diversas cidades brasileiras! Em Santos, este trabalho caminhará com as demais ações da Secretaria de Desenvolvimento Social. Nossa rede de acolhimento que passa de mais 600 vagas, a abordagem social e o recâmbio qualificado. Neste ano mais de 300 pessoas retornaram às cidades de origem. As Vilas Criativas oferecem cursos de capacitação aos usuários dos Cras, Creas e Centro Pop nas áreas da beleza, trabalhos manuais e alimentação. Estamos ao lado do comércio, sindicatos para garantir a empregabilidade de nossos formandos, com a lei Empresa Amiga do Desenvolvimento Social de Santos. Conquistamos mais funcionários, os novos veículos ganharam identificação da abordagem social e projetos como o Abrigo Familiar, ampliação do Centro Pop e a construção de mais uma república para pessoas em situação de rua, tudo ao lado dos técnicos e com o aval do prefeito Rogério Santos (Republicanos). É nesta dinâmica que apostamos: acolhimento, capacitação e oportunidades.