[[legacy_image_314374]] 15 de novembro de 2023. Às 19h30, nas galerias do Teatro Municipal Patrícia Galvão, a celebração do inédito. Sim, bem a gosto de Pagu, ‘olhos moles’, perdidos na arte inclusiva e libertária. Arte que se faz fazendo com todos e cada um da ONG TamTam. Na eterna concepção revolucionária do provocador Renato Di Renzo, as paredes foram tomadas pelas cores da alma, por outras palavras, agora pintadas. Di Renzo percebe a envergadura, a sinceridade, a verdade ímpar no discernimento do trabalho de Teresa Teixeira, mulher que vem das águas frias do Atlântico para as quentes de cá. Tudo fervilha onde Teresa está e assim, o coletivo arde em chamas! Quando Teresa se juntou a mim, na condução literária e artística do grupo, percebi que 1+1 é maior que 2. E assim, a cada encontro a palavra é dita, encenada, dançada, silenciada. Num vazio repleto de sons gestuais, expressões de rosto, mímicas, diferentes percepções do grupo confirma a diversidade. Cada um é e cada um foi crescendo, se descobrindo! Teresa oferece neste ano todos os sabores no gestual pelo guache no papel. Complexo e simples, singular eu diria! Cria-se o revolucionário: a exposição Outras Palavras – a inclusão pela diferença traz no mesmo painel a pintura a guache de um com o poema de outro e vice-versa. Nas pinceladas vestígios de Van Gogh; a Santa Ceia inspirada em Da Vinci agora é rubra; figuras alongadas lembram Modigliani; Gustav Klimt, na extravagância, profusão de cores intensas e detalhes. Sentimos aqui e agora, a música clássica do grego Mano Hadjidakis tocando e apurando a imaginação, enquanto os pincéis escorriam sobre o papel... Influência de pintores brasileiros lembra o surrealismo de Tarsila do Amaral, enquanto Portinari traz a realidade nua e crua do nosso povo. Pinceladas em cores, palavras renovadas do português Fernando Pessoa, da santista Carolina Ramos, entre outros poetas, estimularam a fantasia. E a peça Unir-Versos, encenada recentemente pela ong, foi motivo de intensas releituras a guache. Diante dos painéis criados com imenso cuidado, qualidade e primor, os autores fazem a leitura e Teresa comenta o processo pessoal, somado ao coletivo em cores e versos. A confraternização dos artistas e pais, e demais convidados, em volta da mesa farta, compartilhando agora doçura e conversas, extravasando a alegria! O ápice, quando Renato Di Renzo faz a abertura oficial, junto a Cacá Teixeira, presidente da Câmara de Santos, grande incentivador da TamTam e Adriano Leocádio, secretário de Finanças, fala da importância de um momento como esse num mundo em meio à guerras e discórdias. Renata Bravo, vice prefeita, representando Rogério Santos, nosso prefeito, provoca palmas e gritos de alegria, quando anuncia – Daqui a exposição vai para a Prefeitura de Santos, espalhando essa arte por todos os andares do prédio! E é isso: Arte viva, verdadeiramente popular, que há de estar por toda a cidade... Que há de romper fronteiras, chegando à Capital e a outros estados. E por que não, a outros países?