(FreePik) Encerrar um ciclo é também celebrar uma jornada. Ao concluir dois anos à frente da Academia Santista de Letras, sinto-me tomada por um profundo sentimento de gratidão, alegria e realização. Foram meses de trabalho intenso, de muitos desafios, aprendizados e conquistas compartilhadas, sempre guiados pela convicção de que a literatura e a cultura devem ocupar um lugar cada vez mais vivo e presente em nossa sociedade. Presidir uma instituição que acaba de completar 70 anos de existência constituiu uma das maiores honras de minha trajetória. Buscamos, nesse período, aproximá-la do público em geral, ampliando seu alcance e tornando suas atividades mais presentes na vida da comunidade. Acreditamos que a literatura floresce quando encontra leitores, ouvintes e novos autores. Entre as iniciativas destacamos a que levou o público a passeios junto à natureza, possibilitando o exercício poético além dos espaços tradicionais; os encontros com a prosa e a poesia de nomes consagrados, promovendo reflexões, leituras e diálogos; os projetos desenvolvidos com estudantes, incentivando-os à criação literária e despertando o interesse pelas palavras, pela leitura e pela escrita. Cada atividade representou uma oportunidade de aproximação, descoberta e partilha. Um marco especial desse período foi a realização da primeira Feira Literária de Santos (FLiS), há muito tempo sonhada por amantes da literatura, que se tornou realidade graças ao empenho de acadêmicos, instituições parceiras, voluntários e, principalmente, à emenda parlamentar da deputada Rosana Valle (PL), propiciando os recursos necessários. Importante lembrar que nossa Academia tem sido merecedora de reconhecimento e colaboração por parte de outros parlamentares — independentemente de cores partidárias —, como os vereadores Carlos Teixeira Filho (PSDB) e Cláudia Alonso (Pode). Mas nada do que foi aqui relatado teria sido possível sem a participação e o apoio dos confrades e confreiras da Casa, dos integrantes da diretoria e de todos aqueles que acreditam na importância de uma Academia viva, atuante e aberta ao diálogo. Encerro, assim, esta gestão com o coração sereno e agradecido. A sensação do dever cumprido não nasce da ideia de que tudo foi feito, mas da certeza de que trabalhamos com dedicação, entusiasmo e amor às letras. E é com esse mesmo entusiasmo que contemplo o futuro promissor da Academia Santista de Letras, inspirando novas gerações e mantendo viva a força transformadora da cultura e da literatura. *Taís Curi. Jornalista, escritora, presidente da Academia Santista de Letras (2024-2026)