[[legacy_image_342461]] Hoje, trago um alerta para um tema que nos atormenta como nação: a violência. Não podemos mais fechar os olhos para a realidade que nos cerca, nem adiar as ações necessárias para enfrentar esse flagelo que assola a sociedade. É imperativo que todos nós, como representantes do povo e cidadãos, assumamos a responsabilidade de reverter essa situação. Não podemos mais tolerar a normalização da violência. Devemos questionar políticas públicas, fortalecer nossas instituições de segurança, investir em educação, criar oportunidades de emprego e promover uma cultura de paz. Afinal, o tráfico de drogas, o contrabando de armas, a mineração ilegal de ouro, o roubo de cargas, as disputas de terras e as milícias que controlam e exploram comunidades são apenas algumas das feridas abertas em nosso tecido social. Ao observarmos os indicadores de criminalidade, fica evidente que enfrentamos um desafio imenso. Com mais de 40 mil homicídios por ano e um índice de 23,4 por cada 100 mil habitantes, estamos diante de uma triste realidade que nos coloca em uma posição crítica, ainda mais se comparado a outros países. Ao analisarmos dados de nações como Estados Unidos, Canadá, Japão e diversos países europeus, percebemos que o Brasil figura entre um dos que apresenta os mais altos índices de violência. Isso não é apenas uma questão de números; é um retrato sombrio de vidas perdidas, de famílias desestruturadas e de comunidades reféns do medo. Em 33 anos, perdemos mais de 1,4 milhão de brasileiros para a violência, sendo que 835 mil dessas vítimas eram jovens, ou seja, o nosso futuro. Essa é uma guerra civil que assola nossas comunidades, minando os alicerces da sociedade. Essa realidade, inclusive, exige uma resposta urgente. Até porque, se também compararmos esses dados com as perdas em conflitos armados, como os 646.455 soldados norte-americanos que morreram em 34 anos de guerra, é uma triste constatação. Estamos enfrentando uma luta interna e as vítimas são nossos irmãos e irmãs, filhos e filhas, amigos e vizinhos. O crime organizado se instalou em nossas comunidades, explorando a lei do silêncio, controlando serviços essenciais e elevando os custos para todos nós - o que não pode continuar. Não podemos mais permitir que o crime dite os rumos do país. É chegada a hora de um pacto nacional, de uma união de esforços para enfrentar essa epidemia. Por isso, convoco a todos os cidadãos, independentemente de sua posição política, social ou econômica, a se unirem a nós nessa cruzada pela paz. Não podemos mais permitir que nossas comunidades vivam sob o jugo do medo, que nossos jovens tenham seus sonhos interrompidos. Da mesma forma, peço aos representantes de cada poder que unam forças, que olhem para além das diferenças ideológicas e partidárias. Juntos, podemos construir um Brasil mais seguro, mais justo e mais humano. A luta contra esse mal é de todos nós e a responsabilidade de enfrentá-lo também. Que este seja o momento de reflexão, debate e ação para mudarmos o curso dessa realidade e para construirmos um futuro mais promissor.