O presidente da China, Xi Jinping (Reprodução/X) Recentemente, o presidente americano Donald Trump esteve em visita oficial à China para um colóquio com Xi Jinping, presidente chinês. Entre os vários assuntos discutidos, destacou-se o atual interesse econômico entre os dois países. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Paralelo a esta temática, também foi mencionada de uma forma tímida e discreta a República Democrática de Taiwan, uma vez que ela, cujo nome oficial é República da China, já fez parte do território chinês. A separação atual teve inicio em 1949, ao final da Guerra Civil Chinesa. A reivindicação do seu território continua sendo um assunto latente, atual e explícito. Uma semana depois, foi a vez do presidente russo Vladimir Putin desembarcar na China, para também ter um colóquio com Xi Jinping. Entre os vários assuntos, além dos interesses econômicos, discutiram também a situação do conflito com a Ucrânia. Que num passado não muito distante, já fez parte do território russo. Mas devido ao colapso soviético em 1991, a Ucrânia declarou a sua independência. Analisando a postura de Xi Jinping em suas aparições, com relação ao seu sorriso benigno e enigmático, o seu semblante sereno nada mais é do que uma estratégica política. Como se diz “para o bom entendedor, meia palavra basta”, esta postura reflete uma imagem de controle absoluto e confiança na estabilidade do país. Cultivada pelos chineses, esta postura milenar transmite uma liderança inabalável, tanto para o público interno como para os observadores globais. Os chefes de Estado, de um modo especial Trump e Putin, deveriam anotar em suas agendas a citação do estrategista chinês Sun Tzu: “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Sentados em poltronas de nível mais baixa, em comparação a poltrona de nível mais alta de Xi Jinping, volta e meia lá estão eles, Trump e Putin em visita a Pequim. Diante do líder supremo chinês, com sua visão de vida baseado na filosofia confuciana, deveriam assimilar o aprendizado da obediência, respeito e lealdade. Também seria de bom tom, que meditassem sobre a famosa frase do pensador chinês Confúcio: “Antes de embarcar em uma jornada de vingança, cave duas sepulturas”. Carlos R. Ticiano é articulista e romancista.