As mulheres têm demonstrado coragem em denunciar um padrão comportamental prejudicial e ultrapassado, que já não cabe mais em pleno em 2024. Elas entenderam que os danos causados pela violência doméstica vão muito além da agressão física, pois as conse-quências são socialmente devastadoras. Dados do Senado divulgados neste ano apontam que 30% das mulheres já sofreram algum tipo de violência. As manipulações decorrentes do abuso psicológico costumam ser veladas e silenciadas. Por conta disso, muitas mulheres ainda não sabem que são vítimas das condutas que as adoecem diariamente, porque normalizam situações que não são normais. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses fatores subestimam os dados estatísticos e interferem na realidade, tendo em vista que a falta de conhecimento, o medo e vergonha social inibem a denúncia. A Lei Maria da Penha, que protege mulheres e vem sendo atualizada ao longo dos anos, estabelece as formas de violência como física, psicóloga, sexual, moral e patrimonial. Frequentemente, há denúncias de pessoas famosas que movimentam as redes sociais e a imprensa. Os noticiários publicam a triste realidade: não há classe social privilegiada quando o tema é violência. A experiência vivenciada entre quatro paredes ganha palco na sociedade quando a denúncia vem à tona e isso estimula outras mulheres a criarem coragem para buscar ajuda. Com respaldo jurídico, através do aprimoramento das leis e medidas protetivas, esse movimento ganha força. Vale lembrar que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabeleceu o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, cujo objetivo é a igualdade e o combate à discriminação em todas as esferas. Mesmo com a saúde emocional abalada decorrente de ofensas, humilhação, manipulação, controle financeiro, agressão física e sexual, as mulheres que chegam ao fundo do poço encontram a mola propulsora para voltar à superfície e podem ir muito além. Elas compreenderam sua força e descobriram seu potencial. Quando isso acontece, nada mais as segura. Entramos em uma nova era: a que a mulher reconhece seu valor!