(Unsplash) A palavra amor envolve incontáveis mistérios na vida de todos os seres humanos. Alguns amam somente para serem amados, outros querem ser amados sem amar, enquanto outros distribuem amor de forma generosa a todas as pessoas com quem possuem vínculo ou não, amam ao próximo. Com certeza todos conhecem alguém com quem não se tem tanta proximidade e ela transmite, desinteressadamente, esse maravilhoso sentimento a todos. O amor gera uma enorme quantidade de situações na vida das pessoas. Mas, em geral e de maneira bem rasa, o amor é um complexo sentimento que demonstra atenção, carinho, afeto e conexão. Isso também acontece na profissão, especialmente dos educadores e professores, que escolheram amar seu ministério nas salas de aula e, especialmente, seus alunos, sejam eles de qualquer faixa etária. Um mestre verdadeiro sonha transformar para melhor a vida dos seus alunos e os ama – claro, sem qualquer conotação romântica - de maneira que ele aceita as naturais diferenças dentro do grupo. Um educador tem de ter essa sensibilidade para entender a fase da vida dos que estão recebendo seus ensinamentos. Existem os mais irrequietos, aqueles que enfrentam obstáculos para entender determinado assunto, e os mais ligados e atentos a todos os ensinos, enfim, o professor precisa demonstrar claramente seu amor pelo importante ministério de repassar conhecimento. O amor de um professor pela instituição educacional – pública ou privada -, pela profissão e pelos alunos tem de ficar claro em suas atitudes no dia a dia, no cuidado e na atenção a eles em todos os momentos, nas palavras, nos olhares, nos gestos e até nas necessárias e educacionais broncas e correções. Essa dedicação dos mestres não precisa, necessariamente, ser verbalizada. Basta ser algo inerente e, com certeza, aqueles que estão recebendo ensinamentos entenderão facilmente pela simples observação. Os que amam suas profissões e seus alunos têm de deixar isso evidente em seus atos, palavras e atitudes e, no caso de crianças, adolescentes e jovens, puxar pela memória, se colocar no lugar delas e lembrar que um dia já tiveram essas mesmas idades e foram semelhantes a elas. Ame! *José Roberto Chiarella. Educador, professor de Educação Física, coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e advogado com especialização em Direito Digital