(Divulgação) Há algum tempo desenvolvo pesquisa a respeito dos valores humanos no ambiente escolar. Os livros que tratam dessa temática mostram-se ainda difusos, identificando a escola de uma maneira que eu, já acostumado a essa realidade, percebo dissonâncias com o que os autores defendem nas suas publicações. Os veículos de comunicação também abordam esse assunto de maneira semelhante aos livros, porém, sem a mesma base chamada “científica”. Identificar situações relacionadas à violência, trocar ideias e chegar a soluções para esses casos passa a ser tarefa difícil porque, apesar dos receios em se explanar tais assuntos, as pessoas mostram-se desmotivadas para discuti-los. Tenho refletido sobre como conceituar violência, estabelecendo as causas, consequências e o “tratamento”. Depois disso, as indagações. O fato do autor e/ou pesquisador tratar a violência de forma tão fria poderia também ser outra forma de violência? O que seria caracterizado como um ato violento? Podemos diagnosticar diferentes tipos de violência para melhor compreendê-los? Outra questão é a prática da paz, da harmonia, da solidariedade, da boa convivência, do respeito mútuo, da tolerância, do amor. Acredito que não se deva chegar a essa discussão sem antes ocorrer uma preparação das pessoas para isso, deixando de lado o emocional para que, tal qual os autores de livros e de artigos de jornais, revistas ou dos noticiários de rádio e TV possam se reunir e, olho no olho, proporem etapas para se chegar às soluções a essa realidade, no intuito de transformar tudo para melhor, se houver empenho para resultados eficazes. A nossa preparação para sentarmos e refletirmos sobre isso depende de boa vontade, eliminando-se a passividade e o individualismo. Em seguida, poderá ocorrer a prática de atitudes saudáveis, com a participação dos diversos segmentos da sociedade, com otimismo e interesse de se fazer algo bom, visando resolver essas situações. O resultado desses entendimentos não será obtido a curto prazo. Precisará começar agora para que, daqui a alguns anos, a sociedade possa usufruir dos resultados desse trabalho com a intenção de definir as responsabilidades, para resolver as situações em conjunto. O amor deve ser o iniciador de todo esse processo que, certamente, levará o trabalho da comunidade escolar ao sucesso. Sabemos que a prática do amor deveria começar na família. Colocar o amor como instrumento das nossas ações é algo imprescindível para uma vida mais harmoniosa, mais prazerosa e mais saudável, para garantir uma boa convivência entre os seres humanos. *Maurilio Tadeu de Campos. Professor, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro da Academia Santista de Letras