Sempre importante relatar a evolução da domesticação dos animais ao longo dos séculos e sua importância no mundo. A história da humanidade não pode ser contada sem mencionar os animais que caminharam ao nosso lado. Uma história que teve muitas relações e foi se desenvolvendo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Este processo de domesticação foi iniciado muito antes do marco temporal da era cristã, se moldando não apenas na biologia das espécies envolvidas, mas com a própria estrutura da sociedade humana. Nos primórdios, era a aliança da sobrevivência, começando com os temidos lobos. A aliança ocorreu por uma convergência de interesses: troca de comida em troca de proteção e auxílio nas caçadas. Este foi um dos primeiros passos deste convívio harmonioso entre homens e animais. Ao selecionar os indivíduos menos agressivos, o homem primitivo alterou o código genético de predadores, transformando em guardiões. Sem perceber, o homem fez uma seleção entre os animais, separando os mais calmos e amorosos. Com o fim da última era glacial e o período neolítico, o foco mudou da parceria da caça para a subsistência alimentar. O homem tinha que alimentar sua família na luta pela sobrevivência. Por volta de 10.000 a.C., cabras e ovelhas foram cercadas no início do confinamento. Ruminantes serviam de alimentos para o povo, além de peixes, frutas e vegetais. A motivação era clara: garantir uma reserva de carne, leite e pele, eliminando a incerteza da caça selvagem. O ser humano começava a garantir estoques para épocas difíceis. À medida que avançamos pelos séculos, a domesticação progrediu muito. O gado bovino e os suínos foram integrados, o camelo e cavalo entraram na vida humana em larga escala. Cavalos e camelos não eram apenas reservas de alimentos, como serviam para ajudar na locomoção de humanos e transporte de produtos. O cavalo viu a ascensão dos impérios e permitiu a comunicação e o deslocamento de exércitos por distâncias antes impossíveis. Na agricultura, os avanços com a tração animal foram enormes para a época, permitindo o cultivo de solos mais pesados, aumentando a produção e possibilitando o crescimento das populações urbanas. Na Idade Média, a domesticação se tornou um ciência de aprimoramento. A nobreza europeia e as grandes dinastias asiáticas começaram a selecionar linhagens especificas para funções distintas. Hoje, no século 21, vivemos em tempos de humanização dos animais domésticos. Nosso desafio não é mais domesticar os animais, mas conviver de forma ética e sustentável com criaturas que nos ajudaram a construir o mundo.