(Reprodução/Pixabay) Cabe aos pais incentivar a boa convivência num ambiente seguro, fraternal e acolhedor, no qual as crianças possam crescer e se desenvolver de maneira saudável para existir amor, carinho, apoio emocional, limites, regras claras ao saudável compartilhamento familiar, repleto de valores e princípios morais, desenvolvimento cognitivo, associado à construção e à prática de atitudes positivas, propícias à saudável coexistência. A família é fundamental para o desenvolvimento das crianças, pois é o primeiro ambiente social conhecido pelos pequenos. É nela que as crianças adquirem as regras básicas para o bom relacionamento, a lidar com emoções e a desenvolver profícuas habilidades sociais e emocionais, estimulando também a autoestima e a confiança mútua. A criação dos filhos pode ser desafiadora, especialmente em uma sociedade em constante mudança e, a cada dia, menos solidária, mais individualista e, consequentemente, afetada por atitudes nada saudáveis e, via de regra, violentas. A família convive com desafios que compreendem conciliar adequadamente a casa e o trabalho, para conseguir lidar melhor com a pressão social, econômica e, acima de tudo, familiar. Os pais precisariam encontrar mais tempo para lidar com os filhos, para melhor orientá-los, por exemplo, no uso adequado da tecnologia e da rede social. Atualmente, torna-se comum a prática de atos graves por jovens, em total dissonância ao que se poderia esperar como comportamentos saudáveis. Agressões verbais, físicas de diferentes abrangências, desde as mais sutis até as muito violentas, geram danos morais e físicos de grande intensidade que podem levar, dependendo das atitudes agressivas, a danos relacionados à prática da crueldade. A legislação isenta jovens de penalidades mais severas e, quando se pensa em rever a jurisprudência para as possíveis aplicações de punições mais apropriadas aos delitos, esbarra-se na questão da impunidade diante da lei. Pergunta-se, então: o que geraram essas atitudes violentas? Regras salutares, respeito aos semelhantes e outras práticas sociais saudáveis que poderiam ser apreendidas nos ambientes familiares, nesses casos, estão totalmente ausentes. Sabemos que a responsabilidade da família na criação dos filhos é uma questão complexa. Os pais precisariam desempenhar papel fundamental na formação saudável de suas famílias. Torna-se importante que eles estejam adequadamente preparados para enfrentar desafios na missão de delinear o bom caráter e a integridade por meio dos exemplos diários relacionados ao respeito, aos deveres e aos atos mais afetuosos, praticados a partir do lar respeitoso e emocionalmente saudável. Com amor e dedicação, os pais têm o dever de protagonizar a boa educação para construir uma estrutura familiar na qual todos, pais e filhos, sejam saudáveis, felizes e bem-sucedidos. *Maurilio Tadeu de Campos. Mestre em Educação, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais. Membro das Academias Vicentina e Santista de Letras