Louvor ao soldado que enquanto líder das forças militares que derrubaram um regime ditatorial que já durava 41 anos, cumpriu sua missão. Estamos nos referindo ao Capitão Fernando José Salgueiro Maia que teve papel fundamental enquanto líder das forças militares que na madrugada de 25 de abril de 1974 derrubou o regime salazarista que dominou Portugal por 41 anos (1933-1974). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ao celebrarmos os 52 anos da Revolução dos Cravos, também conhecida como Revolução de Abril, movimento que deu fim a essa ditadura, afirmo aqui, meu desejo de louvar o Capitão Salgueiro Maia, líder inconteste desse que foi o conflito mais diferenciado de todo histórico de guerras que se tem conhecimento. Uma flor (cravo) distribuída a militares e civis foi mais forte que armas. Na madrugada de 25 de abril, com apenas 29 anos de idade, Salgueiro Maia que integrava a Comissão Coordenadora do Movimento contra a ditadura, comandava a coluna de blindados que cercou os ministérios no Terreiro do Paço, em Lisboa. Nesse momento sob o comando de Otelo Saraiva de Carvalho o então capitão Maia comanda igualmente o cerco ao Quartel do Carmo, que termina com a rendição de Marcello Caetano (sucessor de António Salazar) que estava entocado nessa unidade militar. Não existe guerra sem tensão, medo, exposição ao perigo e estresse extremo. E naquela madrugada Capitão Salgueiro Maia podia sentir no semblante de cada um dos 240 comandados reunidos na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, de onde saíram para o cerco no Terreiro do Paço, todas essas sensações juntas. Ele as conhecia bem pois integrou uma companhia dos comandos na Guerra Colonial, para a qual, adolescentes eram tirados de suas famílias pelo governo, para matarem ou morrerem pela anexação de terras africanas a Portugal. Se dirigindo à tropa ele cravou naquele momento, em definitivo, seu nome na história de Portugal com discurso autenticamente patriótico, respeitando o limite de cada um deles: “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!” Todos o seguiram.