(Sílvio Luiz/ AT) Independência A democracia exige poderes independentes, mas nenhum deles pode estar acima da Constituição, da transparência e da responsabilidade. A independência judicial deve proteger decisões contra as pressões políticas, sem se transformar em soberania pessoal. Deve-se ampliar a transparência na escolha dos ministros do STF, estabelecer critérios públicos e votação nominal, assegurar prazos efetivos aos julgamentos e criar mecanismos independentes e plurais de apuração de eventuais responsabilidades, sempre com direito de defesa. Não se trata de enfraquecer o Supremo, mas de fortalecer sua legitimidade. Independência e controle institucional devem coexistir. Na semana em que se celebra a Independência do Brasil, a reflexão é simples: “A verdadeira independência nasce de instituições fortes que respeitam a Constituição, prestam contas à sociedade e aceitam limites”. Sergio Fang - Santos Trânsito (1) Por ser um espaço democrático, o trânsito necessita de rigor. Quem sabe até com mudanças na legislação, como propõe Marco Vieira, assessor jurídico da CET-Santos, para enfrentar os motoristas irresponsáveis. O mesmo olhar deve ser estendido a ciclistas, ciclomotores e autopropelidos, com cuidado especial em relação aos motociclistas, notadamente aos que trabalham com entregas, que chegam às raias da insubordinação às leis. Assombra saber que, em sete meses desde ano, 161 pessoas morreram e 60% dos leitos hospitalares são ocupados por vítimas do trânsito na Baixada Santista. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Trânsito (2) Não consegui participar da última A Região em Pauta, mas ao ler as reportagens na edição de domingo, constatei muitos desabafos sobre o tema, mas nenhuma definição de medidas pelos participantes. Hoje vemos muitos entregadores de delivery protagonizando as piores desobediências no trânsito, como passagem em sinal vermelho, velocidade excessiva, tráfego pela calçada e escapamento aberto. Anos atrás, não lembro se foi o Executivo ou o Legislativo santista, que discutiu uma medida simples, porém sem avanço: inserir nos baús das motos o nome do responsável pelo serviço junto com o telefone. Assim, qualquer pessoa poderia comunicar os desrespeitos do motociclista. E a próxima bagunça no trânsito, por absoluta falta de definições, refere-se ao uso dos autopropelidos. Aguardemos. Antonio Carlos de Moura - Santos Trânsito (3) Com tantos acidentes acontecendo nas ciclovias e ciclofaixas, está na hora dos políticos criarem regras claras para aumentar a segurança de todos. Na minha opinião, as bicicletas de propulsão humana deveriam circular nas ciclovias e ciclofaixas, enquanto as bicicletas elétricas e a combustão deveriam circular nas ruas e avenidas e, ainda, ter placa de identificação para facilitar a fiscalização. Uma exceção poderia ser feita aos triciclos, utilizados para transportar pessoas idosas ou pessoas com deficiência (PCD). Se devidamente identificados, poderiam circular nas ciclovias e ciclofaixas. É uma questão de organizar a circulação, criar regras simples e claras e garantir segurança para ciclistas, pedestres e motoristas. Edison Almeida de Oliveira - São Vicente Futebol No futebol, novidades foram incluídas na entrada dos jogadores em campo, com oportunidades para que as crianças possam se aproximar de seus ídolos. Porém, fico estarrecido quando vejo esses pequenos fazendo caretas, sinais com os dedos, beijando os escudos e outros gestos, quando o correto seria que fossem orientados para respeitarem e até cantarem o Hino Nacional, numa atitude de civismo que poderia ser implantada já no íntimo dos pequeninos. Creio que minha opinião será corroborada por quem acompanha esta Tribuna do Leitor. Antonio Colavite Filho - Santos